A parcela de brasileiros que se considera feliz caiu de 89,5% para 61,1% entre fevereiro e setembro de 2026, uma redução de 28,4 pontos percentuais. O dado faz parte de uma nova edição de O Mapa da Felicidade Real no Brasil, realizada pela pesquisadora Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia, com 1.500 entrevistados de todas as regiões do país.
A pesquisa foi realizada entre 4 e 8 de setembro, período marcado pela repercussão de denúncias envolvendo o Banco Master e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), além da intensificação do debate político no período pré-eleitoral. O levantamento, porém, não questionou as causas da mudança e, portanto, não permite atribuir a queda da felicidade a um acontecimento específico.
A percepção de apoio social também recuou. O percentual de entrevistados que afirma contar com familiares ou amigos caiu de 87,2% para 78,3%. Já a parcela que relata ter se sentido triste ou infeliz ao usar redes sociais aumentou de 50,5% para 66,1% no período. Segundo Renata, o contexto de conflitos, notícias negativas e divergências políticas pode influenciar esses indicadores, mas a relação não foi comprovada pela pesquisa.
O trabalho também perdeu força como fator associado à felicidade. Entre os entrevistados que trabalham, 70,8% disseram que a atividade contribui para que se sintam mais felizes, contra 76,6% em fevereiro. Para a pesquisadora, o resultado não significa que os brasileiros deixaram de valorizar o trabalho, mas indica que essa dimensão também apresentou piora no período analisado.



















