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Novo microscópio de alta precisão amplia capacidade pericial da Polícia Científica de SC

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A Polícia Científica de Santa Catarina passa a contar com um importante reforço tecnológico para exames periciais em todo o estado. Trata-se de um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV). O MEV será instalado no setor de Química Forense da Superintendência Regional de Polícia Científica em Joinville, de onde atenderá demandas periciais de todas as regiões de Santa Catarina.

“A incorporação do Microscópio Eletrônico de Varredura é um marco histórico para a Polícia Científica de Santa Catarina. É o primeiro equipamento dessa natureza na nossa instituição, colocando a perícia oficial catarinense em um novo patamar tecnológico e de autonomia científica. Trata-se de uma tecnologia de padrão internacional que permite a análise de microvestígios e amplia significativamente a precisão e a confiabilidade dos laudos, contribuindo para investigações mais rápidas e robustas em todo o Estado e para todo o sistema de justiça criminal”, ressaltou a perita-geral da Polícia Científica de Santa Catarina, Andressa Boer Fronza.

O equipamento foi adquirido por meio de emenda parlamentar da senadora Ivete Appel da Silveira, no valor de R$ 2.392.400,10, com contrapartida do Governo do Estado por meio do Fundo de Melhorias da Perícia Oficial (FUMPOF), no montante de R$ 137.098,90.

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O Microscópio Eletrônico de Varredura, acoplado à análise de raios X por espectroscopia de energia dispersiva, é uma ferramenta de alta precisão que permite a análise do tamanho, da morfologia e da composição química de materiais em escala microscópica, com elevado poder de resolução. No contexto da perícia criminal, o equipamento é considerado a técnica padrão-ouro para a análise de resíduos de disparo de arma de fogo (Gunshot Residue – GSR).

A tecnologia possibilita a identificação de partículas características deixadas após disparos, por meio da análise conjunta da forma das partículas e de sua composição química. Além disso, permite a investigação de resíduos provenientes de projéteis em superfícies como paredes, ossos, vidros e vestimentas, bem como a análise inversa, identificando materiais como gesso ou vidro aderidos a projéteis recuperados.

O uso do MEV, no entanto, vai além das investigações envolvendo armas de fogo. O equipamento oferece suporte direto à área de microvestígios, sendo amplamente utilizado em análises de fibras, solos, tintas, vidros e grãos de pólen. Essas análises são fundamentais para a comparação entre amostras coletadas em locais de crime e aquelas associadas a vítimas ou suspeitos.

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