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BASTIDORES DA SEMANA

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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Negociação parlamentar

Líder da comitiva dos senadores brasileiros avisa: “Não viemos aqui para confrontar. Viemos para conversar, preservar empregos. Este é o nosso norte”, afirmou Trad. (Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado)

A comitiva dos senadores brasileiros que comparecerá nos Estados Unidos da América (EUA), entre 28 e 30 de julho, com o objetivo de “fortalecer o diálogo político” entre os dois países, em meio ao anúncio feito pelo presidente estadunidense, Donald Trump, de impor tarifas de 50% contra todas as exportações brasileiras a partir de agosto, tentará reverter as cobranças estabelecendo uma negociação entre os parlamentos dos dois países. O foco é demonstrar a disposição do Legislativo brasileiro em “fortalecer a interlocução bilateral e construir pontes institucionais”. De acordo com o líder da comitiva, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) do Senado, a missão tem caráter suprapartidário e se trata de uma resposta institucional a uma crise que afeta empregos, exportações e investimentos em setores estratégicos da economia.

 

Negociação parlamentar 2

Integram a comitiva do Senado os senadores: Carlos Viana (Podemos-MG), Esperidião Amin (PP-SC), Fernando Farias (MDB-AL), Jaques Wagner (PT-BA), Marcos Pontes (PL-SP), Nelsinho Trad, Tereza Cristina (PP-MS), Rogério Carvalho (PT-SE). (Foto: Saulo Cruz / Agência Senado)

Os senadores defendem que os canais técnicos e diplomáticos com os EUA permaneçam ativos, mas que sejam acompanhados de uma articulação política em alto nível, como forma de demonstrar “disposição ao diálogo e à construção de soluções de longo prazo”. Entre os produtos mais atingidos estão tratores e máquinas agrícolas, com queda estimada de 23,6% nas exportações e possível retração de 1,86% na produção; aeronaves fabricadas pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), com possível recuo de 22,3% nas exportações e redução de 9,2% na produção; e carnes e aves, com 11,3% de possível queda nas exportações e impacto de 4,2% na produção nacional. Ao todo, 30 segmentos da economia brasileira direcionam pelo menos 25% de suas exportações aos EUA, com destaque para setores industriais de alto valor agregado.

 

Comitiva paralela

Zucco defende “diálogo internacional” para acabar com o julgamento da Suprema corte contra os acusados de atentarem contra o Estado Democrático de Direito e que o estado do RS “precisa de coragem, gestão e compromisso”. (Foto: Apolos / Liderança da Oposição)

O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) que reafirmou sua pré-candidatura ao Palácio do Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, em 2026, que não integra a comitiva do Senado Federal anuncia que irá aos EUA para uma espécie de comitiva “paralela”, que pretende negociar as tarifa de Trump contra as exportações brasileiras se juntando ao deputado licenciado e residente naquele país desde abril, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), visto como o principal responsável pelas taxas prometidas pelo presidente estadunidense contra os produtos brasileiros exportados pelos norte-americanos para forçar uma intromissão do governo norte-americano para pôr fim ao julgamento em que seu pai, Jair Messias Bolsonaro (PL), na ação em que o ex-presidente brasileiro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por ser acusado de ser o mentor da tentativa de golpe de Estado ocorrida no dia 8 de janeiro de 2023. 

Palácio Piratini

“Sou contra o aumento de impostos, a favor da segurança pública, da educação de qualidade e da valorização de quem empreende”, disse Zucco em palestra na sede da Federação de entidades empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) nesta última quinta-feira, 24 de julho. (Foto: Rafael Mello / Federasul)

Zucco avalia que o estado do RS precisa de uma “gestão corajosa, técnica e voltada para a reconstrução”, mas que também enfrente os problemas estruturais que se acumulam há décadas. Como líder da oposição bolsonarista na Câmara dos Deputados, Zucco afirma que o seu estado, ao qual sonha ser governador a partir de 2027, é o segundo estado brasileiro mais impactado pela promessa do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor barreiras comerciais de 50% contra as exportações brasileiras. Segundo ele, caso as tarifas prometidas por Trump para o mês de agosto se efetivem, ela afetará “milhares de produtores, comerciantes e empresários diretamente prejudicados”. “Não é no confronto que se resolve. É com diálogo e coragem. Estamos organizando uma viagem aos Estados Unidos para defender o agro, o comércio e a indústria gaúcha. Nosso povo já enfrenta crises demais para ser penalizado”, completou o parlamentar, que na década passada atuou como chefe de segurança institucional da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT).

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Direita unida

A aliança formada por Novo e PL visa apresentar um “projeto de reconstrução para o Rio Grande do Sul, profundamente afetado por crises climáticas, instabilidade econômica e perda de protagonismo nacional”. (Foto: Rafael Mello / Federasul)

O diretório estadual do Rio Grande do Sul do Partido Liberal (PL) e a direção gaúcha do Novo formalizaram nesta quinta-feira, 24 de julho, uma aliança rumo ao primeiro passo para marcharem unidos nas eleições de 2026 tanto ao Palácio Piratini com a pré-candidatura do deputado Zucco ao governo estadual, assim como para sustentar a pré-candidatura do também deputado Marcel Van Hatten ao Senado. A aliança aconteceu durante um ato realizado realizado na sede da Federação de entidades empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul). Os presidentes estaduais das duas siglas, Giovani Cherini (PL), e Marcelo Slaviero (Novo), também participaram do encontro que selou ainda à pré-candidatura do deputado Sanderson (PL) ao Senado. A aliança marca a construção de uma frente da direita radical, que passa a atuar de forma coordenada em todas as ações, agendas e decisões políticas no estado. 

Direita unida 2

A aliança formalizada entre PL e Novo busca agora a adesão de partidos como PP, Republicanos e União Brasil. (Foto: Rafael Mello / Federasul)

“O Rio Grande precisa de coragem, gestão e verdade. Essa união entre o PL e o Novo é o primeiro passo para resgatar nosso Estado e recolocar o povo gaúcho no centro das decisões. Vamos buscar outras forças do campo da direita e do centro, com diálogo e responsabilidade, para construir um projeto de reconstrução à altura do que o Rio Grande merece”, afirmou Zucco, pré-candidato ao governo estadual. Já o deputado Sanderson, que pretende se lançar ao Senado reforçou o compromisso com uma gestão no Rio Grande do Sul baseada em “liberdade econômica, combate a privilégios e foco na eficiência pública”. “Essa é uma aliança de propósitos, de valores e de ação. Não é uma junção por conveniência, mas por convicção. O Rio Grande pode mais, e juntos vamos provar isso ao povo gaúcho”, complementou Sanderson. 

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De acordo com Van Hatten acusado por petistas e pessolistas de ter uma atuação “nazista”, a aliança entre PL e Novo “surge num contexto em que o ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo sendo o principal fiador moral e político da direita, está afastado do processo eleitoral e alvo de decisões judiciais que chocam o país”. (Foto: Rafael Mello / Federasul)

Já o deputado Marcel van Hattem destacou a “gravidade do momento nacional” e o “papel decisivo” das eleições de 2026 para o futuro da direita brasileira. “As eleições de 2026 serão as mais importantes da nossa história recente. Diante da grave erosão democrática que o Brasil enfrenta, é fundamental que os partidos de centro-direita estejam mobilizados para dar uma resposta firme nas urnas e recolocar o país na rota da liberdade, do equilíbrio entre os poderes e do respeito às instituições. O que vemos hoje é alarmante. O governo brasileiro tem endossado regimes ditatoriais, como ficou claro ao reconhecer a farsa eleitoral da Venezuela, ignorando denúncias de fraude e legitimando a permanência de Nicolás Maduro no poder. Isso mostra que, infelizmente, o atual governo só sabe se relacionar com tiranos”, comentou o parlamentar que é tido por seus colegas, até do “centrão”, como um dos mais extremistas e fundamentalistas atualmente na Câmara.

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Novo destino turístico

O reconhecimento internacional e o crescimento do fluxo turístico elevam o Maranhão como destino essencial no mapa nacional e internacional com patrimônios reconhecidos pela Unesco por suas riquezas culturais e naturais. (Foto: Divulgação / Secom-MA)

A cidade de São Luís do Maranhão registrou no último mês de junho recorde histórico de desembarques no aeroporto internacional da capital maranhense, em que o número de passageiros aumentou 19% em relação ao mesmo período com relação a junho de 2024 e 7,77% acima do maior registro anterior, que aconteceu em 2012. Os números mostram a transformação social, econômica e cultural do Maranhão e a consolidação do estado com o “maior portfólio de reconhecimentos internacionais no Brasil, somando patrimônios material, imaterial e natural”, com destaque para o Centro Histórico de São Luís, o Bumba-meu-boi e, mais recentemente, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses — reconhecido como patrimônio natural da humanidade. O quadro reforça a posição do estado como potência cultural e turística.

 

PET Nordeste

A presidenta do conselho de administração do Banco do Nordeste (BNB), Sávia Gavazza, reforçou que a instituição financeira é aliada na promoção de soluções que visam garantir sustentabilidade, crédito e inclusão. (Foto: Divulgação / Consórcio do Nordeste)

Numa articulação com o Ministério da Fazenda e parceiros estratégicos, o Consórcio do Nordeste iniciou o plano para consolidar o Plano de Transformação Ecológica (PET) da região com foco no desenvolvimento sustentável, inclusão social e inovação. A iniciativa visa territorializar as ações a partir da realidade dos estados nordestinos, com forte engajamento da sociedade civil, da academia e do setor produtivo e dialoga com os pilares da Nova Indústria Brasil (NIB). Para o secretário de Planejamento da Paraíba, Gilmar Martins, o instrumento é uma oportunidade de romper com a histórica concentração de investimentos em outras regiões do país. “É um plano que olha para o Nordeste com atenção às nossas potencialidades econômicas, científicas e sociais, com respeito ao meio ambiente. Queremos mostrar ao país e ao mundo as oportunidades de investir em uma região que agora tem condições de viver um novo ciclo de desenvolvimento”, comentou Martins.

 

PET Nordeste 2

Para o representante da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), entidade parceira do PET-NE, Rodrigo Rossi, enfatizou que a iniciativa está conectada à agenda das mudanças climáticas. (Foto: Divulgação / Consórcio do Nordeste)

Já o secretário executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, destacou a importância do PET voltado para a região no momento de transição ecológica nacional e mundial. “Nós queremos que o Nordeste aproveite esse potencial de geração de energia limpa e traga para a nossa região indústrias, empresas que gerem emprego de qualidade, que melhorem a qualidade de vida do nosso povo. Mais de 80% da energia eólica e solar do país é gerada aqui, e queremos que isso se reverta em inclusão social, renda e redução das desigualdades. É uma grande oportunidade para transformar a nossa região”, afirmou Gabas.Para a gerente de projetos do Ministério da Fazenda e ex-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) há uma década, Carina Vitral, “o plano convida o Brasil a desenvolver um novo modelo que concilie responsabilidade ambiental, ganhos de produtividade e melhoria da qualidade de vida”. Segundo ela, o Nordeste tem papel central nesse processo. “Queremos que os empregos, as indústrias e essa nova economia de baixo carbono estejam aqui, fazendo do Nordeste um polo de desenvolvimento sustentável e inclusivo”.

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