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Candidatos iniciam campanha presidencial com atos em redutos políticos

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A campanha eleitoral de 2026 começou oficialmente neste domingo (16), com os principais candidatos à Presidência realizando os primeiros atos públicos em cidades ligadas às suas trajetórias políticas. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) escolheram São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais para abrir a disputa, enquanto os demais presidenciáveis também iniciaram a agenda eleitoral em seus respectivos redutos.

Com o início oficial da campanha, os candidatos estão autorizados a realizar comícios, carreatas, passeatas e outras atividades de mobilização. A propaganda eleitoral na internet também está liberada, enquanto o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão terá início em 28 de agosto. A escolha dos primeiros eventos concentrou boa parte dos atos no Sudeste, região que reúne o maior número de eleitores do país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou a campanha pela reeleição em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, município associado à sua trajetória sindical e política. Acompanhado do vice-presidente e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSB), do candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e da primeira-dama Janja da Silva, Lula voltou a defender a aprovação da PEC da Segurança e prometeu criar um Ministério da Segurança Pública caso a proposta seja aprovada pelo Congresso.

No discurso, Lula afirmou que pretende manter a mobilização política para impedir o retorno da direita ao Palácio do Planalto. “Enquanto for vivo, não vou parar de lutar”, declarou. O presidente também defendeu o combate às facções criminosas e apresentou a segurança pública como uma das áreas centrais de sua campanha.

Alckmin discursou em defesa da soberania nacional e associou a campanha à proteção de interesses brasileiros. Janja também participou do ato e cantou uma música de campanha ao lado do cantor gospel Kleber Lucas, em um evento que reuniu lideranças petistas e candidatos aliados no Estado de São Paulo.

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Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha com um comício na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O candidato do PL subiu em um trio elétrico acompanhado do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (União Brasil), do candidato ao governo fluminense Douglas Ruas (PL), da esposa, Fernanda Bolsonaro, e de outros aliados.

Em seu discurso, Flávio defendeu a classificação do PCC, do Comando Vermelho e das milícias como organizações terroristas. Também prometeu reduzir impostos, burocracia e cargos políticos, além de apresentar o combate à corrupção e à criminalidade como prioridades de sua candidatura.

O senador afirmou ainda que pretende ampliar as relações comerciais do Brasil com diferentes países. “Eu sou o único que pode sentar com os Estados Unidos, com a China, com Israel, com o Oriente Médio, com a Índia e com a Argentina e fazer os melhores e maiores acordos comerciais”, declarou.

O ato também teve referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que não participou da mobilização. Flávio afirmou ter recebido do pai a missão de disputar a Presidência e voltou a defendê-lo. “Bolsonaro nunca foi ameaça para a democracia”, afirmou durante o comício.

Ronaldo Caiado começou a campanha em Goiás, com uma missa e uma carreata pelo Entorno do Distrito Federal. A agenda começou em Águas Lindas de Goiás e previa passagens por Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental, antes do encerramento em Luziânia.

O candidato do PSD afirmou que escolheu a região para apresentar resultados de sua administração no Governo de Goiás, especialmente nas áreas de segurança, saúde, educação e programas sociais. “O que eu apresentei como campanha é exatamente o que eu posso mostrar aqui no estado de Goiás como realizado”, declarou.

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Caiado disse ainda que pretende percorrer o país durante os 49 dias de campanha. Ao comentar o cenário político e econômico brasileiro, afirmou que o país enfrenta “grandes desafios” e prometeu governar “com muita garra, com muita determinação” caso seja eleito.

Em Minas Gerais, Romeu Zema abriu a campanha em Montes Claros, no Norte do Estado. O candidato do Novo participou inicialmente de uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José e, depois, realizou um ato na Praça da Matriz antes de caminhar até o Mercado Municipal.

Zema apresentou como prioridades o combate à corrupção, o controle dos gastos públicos e o enfrentamento ao crime organizado. “Vamos dar três choques no Brasil: um choque ético e moral, para acabar com a corrupção; um choque contra a gastança do Lula e do PT; e também um choque contra as facções e organizações criminosas”, afirmou.

O candidato também defendeu o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas e a construção de um presídio no Norte do país para líderes desses grupos. Ao falar sobre um eventual segundo turno, afirmou que apoiará qualquer candidato que dispute contra o PT.

Outros presidenciáveis também escolheram locais ligados às próprias trajetórias para marcar o início da campanha. Renan Santos (Missão) programou um ato na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, onde estudou e iniciou sua atuação política. Augusto Cury (Avante) escolheu Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, como ponto de partida de sua candidatura.

A primeira rodada de eventos indica que os candidatos devem usar as próximas semanas para reforçar vínculos regionais, mobilizar bases políticas e apresentar suas principais propostas. Com a campanha oficialmente aberta, a disputa entra agora em uma nova etapa, marcada pela ampliação dos atos de rua e pela intensificação da propaganda eleitoral até a votação.

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