A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) vai pressionar o governo e o Congresso para ampliar a renegociação de dívidas rurais após o Ministério da Fazenda limitar a R$ 25,8 bilhões as operações com juros equalizados. Segundo a bancada, o valor corresponde a 13% dos R$ 197,2 bilhões em operações consideradas problemáticas no setor.
A portaria publicada na quinta-feira (13) autorizou a equalização dos juros prevista na MP 1.376/2026 e habilitou dez instituições financeiras a operar as linhas. Do total, R$ 24,16 bilhões foram destinados à agricultura empresarial e R$ 1,65 bilhão à agricultura familiar, com prazo para contratação até 12 de novembro.
A FPA considera o volume insuficiente e também quer ampliar a cobertura do fundo garantidor previsto na medida. O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion, afirma que as regras atuais deixam de fora produtores adimplentes que, após perdas de rentabilidade, perderam a capacidade de oferecer garantias para financiar a safra seguinte.
A comissão mista que analisa a MP já foi instalada e recebeu 144 emendas, a maioria apresentada por integrantes da FPA. A bancada pretende ampliar o número de produtores atendidos e alterar as regras do fundo, enquanto produtores ainda dependem da análise dos bancos para ter acesso à renegociação.




















