O Partido Liberal bateu o martelo e decidiu, na noite desta quarta-feira (3), em Brasília, o nome do seu pré-candidato a Governo de Mato Grosso em 2026, o senador Wellington Fagundes. A informação foi confirmada pelo próprio parlamentar, que afirmou ter recebido o anúncio do presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto — embora o diretório nacional ainda não tenha oficializado a decisão. Com isso, Wellington espera encerrar semanas seguidas de especulações, ruídos internos e movimentações discretas nos bastidores, reforçando a estratégia da sigla de assumir de vez o protagonismo no Estado.
Se essa decisão for confirmada, ela chega no exato momento em que novas pesquisas divulgadas em Cuiabá posicionaram Wellington Fagundes como o nome mais lembrado pelos eleitores nas intenções de voto. Mas o cenário está longe de ser confortável, pois em todos os levantamentos, o nível de indecisos ultrapassa os 50%, e analistas já alertam para um possível “abraço de afogado” na disputa majoritária caso os eleitores rejeitem a simultânea eleição de Janaína Riva (MDB) para o senado e de seu sogro, Wellington, para o governo. A combinação pode pesar negativamente na percepção pública e deixar um dos dois pelo caminho.
Nos bastidores, também ganha força outra movimentação do atual Ministro da Agricultura e pré-candidato ao Senado, Carlos Fávaro (PSD), que aparece em curva ascendente nas pesquisas, crescendo de forma orgânica e silenciosa. O até então Ministro Fávaro deverá entregar na próxima semana cerca de 400 máquinas e equipamentos às 142 prefeituras mato-grossenses — um gesto estratégico que pode turbinar ainda mais sua presença no jogo eleitoral.
Enquanto isso, o tabuleiro político segue em ebulição. PL, MDB, PSD, PSB, PSDB, PR, PT, NOVO e outras siglas se movimentam freneticamente nos bastidores, cada uma tentando garantir seu espaço no xadrez eleitoral que, pouco a pouco, começa a revelar suas peças principais.
Nos corredores de Brasília, uma diretriz já teria praticamente sacramentada e o Partido Liberal já teria definido suas estruturas. Nela caberá ao presidente da sigla, Valdemar da Costa Neto, escolher pessoalmente os candidatos ao governo nos estados estratégicos, após ouvir as bases e medir a força de cada nome. Já para o Senado, a palavra final será do ex-presidente Jair Bolsonaro, que terá influência direta sobre as escolhas nos 26 estados e no Distrito Federal — Em Mato Grosso, Bolsonaro já sinalizou apoio direto a José Medeiros (PL) e Mauro Mendes (União Brasil), que por sua vez apóia o seu vice-Otaviano Pivetta, consolidando com isso, a divisão clara de influência dentro do partido.
Internamente, o PL também analisava a performance de outros quadros, como o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que em cenários reservados já teria alcançado 16% das intenções de voto. A ausência do nome de Pivetta nos levantamentos públicos acendeu o alerta de desempenho fraco, baixa competitividade e pouca tração eleitoral — fatores que pesaram no avanço definitivo de Wellington como cabeça de chapa e a não consolidação de alianças com outros partidos como MDB da deputada Janaina Riva.
Resta saber se os eleitores irão votar em dois candidatos majoritárias ao mesmo tempo, ainda mais tratando-se de sogro (Wellington Fagundes para governador)-e a nora-(Janaína Riva, para o senado). Segundo as fontes do PL ligados ao Wellington, durante essa dita “reunião”, Valdemar teria exaltado o peso político e territorial do PL em Mato Grosso.
“Chegamos ao entendimento de que é hora do PL governar o Estado”, afirmou em entrevista à imprensa.
Valdemar lembrado ainda que o partido administra 22 prefeituras, representa 47% da população mato-grossense. Incógnita que se consolida na direção se os prefeitos marcharão com Wellington ou Pivetta, eis aí o maior “nó político” para Fagundes desatar. Ele possui tanto a maior bancada de vereadores quanto a maior representação federal do Estado.
“Com essa força, o PL não pode ficar a reboque de qualquer outro projeto”, teria emendado Costa Neto, nessa decisão pró-Wellington.
O “STAFF” do Wellington Fagundes, agora estaria oficialmente alçado à condição de principal aposta do PL e celebrado a convergência entre sua vontade e a da direção nacional.
“Esse foi o nosso ponto de encontro, a nossa convergência. Ficou claro que o meu projeto e o do presidente Valdemar é ter um pré-candidato ao governo em Mato Grosso — e esse pré-candidato sou eu”, declarou.
Fagundes também ressaltou o alinhamento ideológico da legenda com o perfil do eleitorado.
“O PL tem história, força e presença em todo o Estado. Somos um partido alinhado aos valores majoritários da população mato-grossense. Somos um Estado de direita, conservador, que protege a família e a propriedade privada”, afirmou. “Saio daqui com a confirmação direta do presidente Valdemar.”– (Fato não confirmado pelo diretório nacional) – O crivo é nosso.
Com a decisão anunciada pelo próprio pré-candidato, o PL agora trabalha para unificar suas bases, blindar sua estratégia regional e estruturar um plano de governo que reflita fielmente a identidade da sigla. A pré-candidatura deverá ser confirmada nas convenções de 2026, mas o jogo político já está em pleno andamento — e cada movimento pode redefinir o tabuleiro eleitoral do Estado.































