MATO GROSSO

XADREZ POLÍTICO

Visita a Bolsonaro na prisão pode redesenhar a disputa pelo governo de MT

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Com aval do STF, o senador Wellington Fagundes (PL) vai atravessar os muros da prisão para se reunir com Jair Bolsonaro e discutir, olho no olho, os rumos do Partido Liberal em Mato Grosso para as eleições de 2026. O encontro, marcado para 7 de março, na Papudinha — onde o ex-presidente cumpre 27 anos de pena — é visto nos bastidores como um movimento decisivo, capaz de chacoalhar o xadrez político e redesenhar a corrida pelo governo do Estado.

 

Muito além de uma simples visita, o encontro carrega o peso de uma articulação decisiva. Em entrevista à imprensa, Fagundes deixou claro que pretende alinhar estratégias eleitorais, mas também prestar apoio pessoal ao ex-presidente. “Não é justo o tratamento dado ao nosso presidente. O presidente Lula foi preso com todo direito a visita, já Bolsonaro está isolado. Isso que não concordamos”, disparou, em tom de indignação.

 

Ainda segundo o senador, a conversa terá como eixo central o fortalecimento do projeto bolsonarista para 2026. “Vamos abraçar o presidente Bolsonaro. Queremos discutir e mostrar para ele que o Flávio Bolsonaro está consolidado. Nossa maior missão é trabalhar o nome dele como pré-candidato, assim como a minha de governador, a chapa federal e estadual e o Medeiros no Senado”, afirmou, deixando explícito o desenho da ofensiva eleitoral.

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Nos bastidores, a visita autorizada por Moraes é tratada como um movimento-chave que pode selar de vez a pré-candidatura de Wellington Fagundes ao governo de Mato Grosso, especialmente diante da resistência interna de setores do PL que ainda defendem a neutralidade ou alianças externas.

 

A expectativa é que a conversa funcione como um verdadeiro divisor de águas dentro do partido, enterrando de vez as especulações sobre um eventual apoio de Bolsonaro ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Após o encontro com Fagundes, o ex-presidente ainda deve solicitar autorização para receber o deputado José Medeiros, reforçando o cerco político em torno da estratégia bolsonarista para o Estado.

 

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