O Brasil possui cerca de 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas tem potencial físico para incorporar outros 55,85 milhões de hectares, segundo estimativas oficiais. A expansão poderia aumentar a produção em áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em infraestrutura, energia, armazenamento de água e licenciamento.
Do potencial adicional identificado, 26,69 milhões de hectares estão em áreas agrícolas de sequeiro e outros 26,73 milhões em pastagens. Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação no curto prazo, embora a expansão ainda exija investimentos elevados em equipamentos, redes elétricas e estruturas de captação e distribuição de água.
A irrigação já vem ganhando espaço no campo. Levantamento da Embrapa identificou 33.846 pivôs centrais em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares. A tecnologia permite reduzir a dependência das chuvas e garantir água em períodos decisivos para o desenvolvimento das culturas.
O principal desafio, porém, é a disponibilidade hídrica. A irrigação responde por 46% da água retirada no país e por 67% do consumo, segundo a ANA. Por isso, a ampliação dependerá de planejamento por bacia hidrográfica, outorgas, construção de reservatórios, oferta de energia e uso de tecnologias para evitar desperdícios e preservar os recursos hídricos.



















