O canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de 2026, virou alvo de decisões divergentes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com mais de 3,3 milhões de seguidores, a página foi suspensa por determinação do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, mas teve a reativação provisória autorizada pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.
Nunes Marques atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e apontou indícios de disseminação coordenada de informações falsas. Entre os conteúdos questionados estavam publicações sobre uma suposta proibição do voto feminino por Flávio e possíveis cortes em benefícios sociais. O ministro também determinou que a Meta preservasse por pelo menos um ano os registros e o histórico do canal.
Cueva considerou que ainda não havia elementos suficientes para justificar o bloqueio integral da página. Para o corregedor, eventuais conteúdos ilícitos não justificam necessariamente a retirada de todo o canal do ar. A reativação, no entanto, ficou condicionada à proibição de republicar materiais já considerados ilegais pela Justiça Eleitoral. A divergência também envolveu questionamentos sobre a condução processual do caso e a possibilidade de adotar medidas específicas contra as publicações contestadas.
A disputa provocou reações das duas campanhas. Lula e Janones criticaram a suspensão, classificada pelo grupo petista como censura, enquanto aliados de Flávio contestaram a reabertura. O plenário do TSE deverá examinar o caso e definir os limites das medidas contra a desinformação durante o segundo turno. Nunes Marques também convocou representantes das campanhas para uma reunião na terça-feira (13), às 15h30, em Brasília.








































