FIM DE CICLO?

Júlio Campos atribui derrota a racha no União e diz ter sido cortado do fundo partidário

Foto: Repórter MT

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O deputado estadual Júlio Campos (União) atribuiu a derrota na tentativa de reeleição a uma combinação de fatores internos do partido, entre eles a falta de recursos do Fundo Partidário, o esvaziamento da chapa e o racha provocado pela disputa eleitoral em Mato Grosso.

 

Em entrevista coletiva, Júlio afirmou que ficou sem palanque após a divisão interna do União Brasil e a decisão de apoiar Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Segundo ele, a falta de estrutura prejudicou diretamente sua campanha.

 

“Tive também problemas de palanque. Como nós perdemos a convenção partidária, o meu irmão, senador Jaime Campos, teve talhado o seu direito de ser candidato. Abriu-se uma ala dissidente do partido e eu acompanhei, por lealdade, o senador Jaime Campos em apoio à candidatura do Wellington Fagundes”, afirmou.

 

Júlio também criticou a falta de mobilização em torno da candidatura apoiada pelo grupo e disse que praticamente não teve espaço para fazer campanha no interior. “Eu fiquei sem palanque, porque eu não podia participar do palanque do partido, do candidato que eu estava apoiando, como também não podia participar do outro palanque, que era do nosso adversário momentâneo, que foi o atual governador Pivetta”, declarou.

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Outro ponto levantado pelo deputado foi o dinheiro destinado às campanhas. Ele afirmou ter sido o único político da União Brasil a não receber recursos do Fundo Partidário.

 

“Eu fui cortado do fundo partidário. Vocês podem olhar a minha prestação de conta, não entrou um centavo, enquanto outros companheiros nossos de partido receberam R$ 2,9 milhões, R$ 1,5 milhão, R$ 1 milhão para ser candidato”, disse.

 

Segundo Júlio, a campanha foi conduzida com recursos próprios e doações de familiares e amigos. Para ele, a falta de estrutura financeira tornou a disputa ainda mais difícil diante dos demais candidatos.

 

Questionado se pretende deixar a política após a derrota, o deputado afirmou que já havia pensado em encerrar a carreira antes mesmo da eleição. “Eu já fui tudo, já tinha pensado nisso. Vocês lembram que não era meu pensamento entrar nessa campanha. Mas o futuro a Deus pertence”, afirmou.

 

Júlio disse que, neste momento, pretende concluir o mandato de cabeça erguida e não descarta permanecer no União Brasil. “Se tiver que continuar no União Brasil, posso continuar sem problema nenhum, porque o União Brasil não é de Mauro Mendes, não é só de um, é de todos nós”, completou.

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