BASTIDORES POLÍTICOS

Abílio duvida que Ilde Taques faça oposição à Prefeitura e aposta em relação harmoniosa

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), colocou em dúvida a possibilidade de o vereador Ilde Taques (Podemos), eleito presidente da Câmara Municipal para o biênio 2027-2028, adotar uma postura de oposição à Prefeitura. Para o prefeito, o discurso de independência feito após a eleição faz parte da estratégia política do parlamentar.

 

Abílio afirmou em entrevista à imprensa, que existem diferenças entre o posicionamento público de Ilde e a forma como ele atua nos bastidores. Na avaliação do prefeito, o vereador tem experiência de articulação e sabe que um confronto direto com o Executivo pode dificultar a condução dos trabalhos na Câmara.

 

“Existem dois Ildes, o do microfone e o dos bastidores. O Ilde do microfone está falando isso para ganhar os eleitores dele e os outros vereadores que votaram nele nesse processo eleitoral. Mas o Ilde é um grande articulador político”, declarou Abílio.

 

O prefeito também afirmou que espera uma gestão equilibrada na Câmara, com diálogo entre os dois poderes. Para ele, a cooperação é importante tanto para a aprovação de projetos de interesse da Prefeitura quanto para que os vereadores consigam entregar resultados à população.

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“Eu duvido que ele, assumindo a presidência da Câmara, vá fazer um trabalho de oposição. Eu acho que seria inteligente ele conduzir a Câmara Municipal buscando equilíbrio com seus colegas e uma relação harmoniosa entre o Poder Executivo e o Legislativo”, disse.

 

Abílio também rebateu a ideia de que a Câmara Municipal funcione como um “puxadinho” da Prefeitura. Como argumento, citou a tramitação de matérias que ainda não haviam sido aprovadas, entre elas a Lei Orçamentária Anual (LOA).

 

“Não é puxadinho. Tanto é que, se fosse um puxadinho da Prefeitura, a LOA e a DEL já tinham sido aprovadas. Ou seja, a Câmara sempre foi independente”, afirmou o prefeito.

 

Na avaliação de Abílio, o discurso de independência adotado por Ilde também teve importância durante a disputa pela presidência da Casa, já que o vereador precisava conquistar votos de diferentes grupos políticos. O prefeito acredita, porém, que o tom poderá mudar após a eleição e o início da nova etapa de articulação entre os poderes.

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