O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta quarta-feira (1º) a China de suspender as compras de soja norte-americana por motivos de “negociação” e prometeu medidas emergenciais de apoio aos agricultores. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que os recursos arrecadados com tarifas sobre produtos chineses serão usados para amparar os produtores afetados. “Nunca vou deixar nossos agricultores na mão”, escreveu.
Trump também responsabilizou o ex-presidente Joe Biden pelo enfraquecimento do acordo comercial com Pequim, que previa bilhões em compras agrícolas. O republicano ainda confirmou que a questão será tema central em encontro com o presidente chinês Xi Jinping, agendado para ocorrer em quatro semanas.
A crise se intensificou após a China zerar as importações de soja norte-americana em setembro, em resposta às tarifas de 30% impostas por Washington. Em 2024, os chineses haviam comprado mais de US$ 12 bilhões do grão. Com o vácuo, Brasil e Argentina ampliaram exportações; os argentinos chegaram a suspender impostos para estimular as vendas ao país asiático.
Nos EUA, agricultores relatam prejuízos bilionários, estoques excedentes e risco de falência. Em alguns estados, até 60% da produção tem como destino a Ásia. A situação se agrava com a alta inflação, a repressão à imigração, que dificulta o acesso à mão de obra, e a falta de espaço para armazenagem dos grãos. Trump prometeu a criação de um fundo emergencial até que, segundo ele, “as tarifas passem a beneficiá-los”.



















