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“Mato Grosso será a Petrobras do campo”, diz Fávaro

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O avanço das biorrefinarias de milho em Mato Grosso deve ampliar a produção de etanol e de coprodutos para a alimentação animal, em um movimento que, segundo o senador Carlos Fávaro (PSD), pode transformar o estado em uma “Petrobras do campo”. A projeção é que o volume de milho processado pela indústria salte de 6,85 milhões de toneladas na safra 2021/2022 para 16,5 milhões de toneladas em 2026/2027.

“Mato Grosso é a Petrobras do campo”, afirmou Fávaro, candidato à reeleição e ex-ministro da Agricultura. Segundo ele, políticas de incentivo aos biocombustíveis e a abertura de mercados contribuíram para a expansão do setor. “O Governo Lula viabilizou esse crescimento com políticas de estímulo aos biocombustíveis e de abertura de mercados”, disse.

A expansão colocou Mato Grosso como o segundo maior produtor brasileiro de etanol, atrás de São Paulo. A produção estadual passou de 3,4 milhões para uma projeção de 7,7 milhões de metros cúbicos entre 2022 e a safra 2026/2027, segundo a Federação das Indústrias de Mato Grosso. Os coprodutos da produção, como os grãos secos de destilaria (DDGs), também ganharam espaço no exterior e atualmente chegam a 44 países.

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Mato Grosso tem 14 biorrefinarias em operação e novos projetos previstos para os próximos anos. Para Fávaro, a ampliação da capacidade industrial permite agregar valor ao milho, reduzir a dependência das exportações do grão in natura e conectar agricultura, pecuária e energia renovável. “É desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade”, afirmou.

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