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SOBRETUDO: O movimento do Progressistas que pode redesenhar a eleição de 2026 em Santa Catarina

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A política raramente muda de rumo de forma abrupta. Normalmente, ela vai se deslocando em pequenos movimentos até que, de repente, alguém percebe que o tabuleiro inteiro já mudou de posição.

É exatamente isso que começa a acontecer em Santa Catarina.

A convocação feita pela Executiva estadual do Progressistas para uma reunião extraordinária no próximo dia 16 de março, em Florianópolis, parece apenas mais um encontro partidário. Mas não é. Na prática, é o momento em que o partido deve formalizar sua posição na eleição majoritária de 2026. 

O tema oficial da reunião é a discussão sobre a participação da sigla na formação das coligações para a eleição estadual. Nos bastidores, porém, a leitura é clara: o Progressistas deve anunciar apoio à reeleição do governador Jorginho Mello.

Se isso se confirmar, não será apenas mais um apoio político. Será um movimento estratégico com impacto direto no equilíbrio de forças da disputa.

O Progressistas é um partido com capilaridade real em Santa Catarina. Prefeitos, vereadores, lideranças regionais e uma presença histórica em várias regiões do estado. Quando essa estrutura decide caminhar em bloco, ela pesa.

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E pesa muito.

Esse apoio reforçaria a base política de Jorginho Mello e ampliaria o campo de sustentação do atual governo antes mesmo de a campanha começar oficialmente. Em outras palavras: consolida terreno.

Mas a política raramente é tão linear quanto parece.

Dentro do próprio Progressistas existe um ponto de tensão. O deputado estadual Altair Silva já deixou claro que não acompanhará essa posição. Ele declarou apoio ao projeto político do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, pré-candidato ao governo pelo PSD.

No partido, esse movimento é tratado como uma posição individual, sem força para alterar a decisão da direção estadual. Ainda assim, ele revela que o debate interno existe e que o alinhamento não é absolutamente unânime.

Só que o verdadeiro fator de imprevisibilidade dessa equação tem nome e sobrenome: Esperidião Amin.

Senador, ex-governador e uma das figuras mais experientes da política catarinense, Amin vinha atuando nos bastidores tentando aproximar o Progressistas do projeto político liderado por João Rodrigues. Uma tentativa de construir um eixo alternativo ao atual governo.

Agora, diante da possível decisão da Executiva estadual, surge a pergunta que começa a circular nos bastidores: Amin acompanhará o partido ou tentará virar esse jogo por dentro?

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Não é uma pergunta simples.

A história política de Santa Catarina mostra que Amin nunca foi um ator passivo no tabuleiro. Ao contrário. Sempre foi alguém capaz de reorganizar alianças, reposicionar partidos e influenciar decisões estratégicas.

Se optar por acompanhar a decisão da direção, o Progressistas tende a entrar unido no projeto de reeleição de Jorginho Mello.

Se decidir resistir, abre-se um novo capítulo dentro do próprio partido.

Por enquanto, porém, o clima entre dirigentes da sigla é de decisão praticamente consolidada. Nos bastidores, a definição vem sendo descrita de forma direta: um caminho considerado definitivo e internamente tratado como inegociável.

Caso a reunião do dia 16 confirme essa direção, o efeito será imediato. O campo político de Jorginho Mello se fortalece, enquanto o projeto liderado por João Rodrigues precisará reorganizar suas alianças para manter competitividade.

Na política, alianças raramente são apenas gestos formais.

Elas são sinais de força.

E, às vezes, avisos de como a eleição começa a ser decidida muito antes de o eleitor chegar à urna.

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