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APOSTAS SOBRETUDO | SENADO 2026

Duas cadeiras. Treze candidatos. Três nomes na disputa real. Duas apostas.

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Santa Catarina terá duas vagas em disputa para o Senado em 2026. A SOBRETUDO parte dos 13 candidatos oficialmente registrados e faz agora aquilo que já fez nas disputas para deputado federal e estadual: transforma as radiografias individuais em uma aposta nominal.

 

A pergunta não é quem aparece melhor em uma pesquisa específica. Também não é quem teve a maior votação no passado. A pergunta é outra: se a eleição fosse hoje, quais dois candidatos a SOBRETUDO colocaria dentro das duas cadeiras?

A análise considera histórico eleitoral, força política atual, conhecimento do eleitorado, presença territorial, estrutura partidária, capacidade de mobilização, potencial de crescimento, transferência de votos, rejeição, desempenho recente e, principalmente, uma particularidade que pode decidir esta eleição: a capacidade de conquistar o primeiro e o segundo voto do eleitor.

 

Senador não é eleito como deputado. São duas cadeiras e cada eleitor poderá escolher dois nomes. Isso muda completamente a matemática política.

 

Um candidato pode ser extremamente forte entre seu eleitorado mais fiel e, ainda assim, perder a eleição se não conseguir ser lembrado como segunda opção por outros grupos.

 

É por isso que a análise do Senado precisa ir além da pergunta sobre quem tem mais votos.

 

É preciso perguntar quem consegue estar na cabeça do eleitor duas vezes.

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A DISPUTA

Antídio Lunelli | MDB

Lunelli possui força política própria, especialmente construída no Norte e no Vale do Itajaí. A experiência como prefeito e sua trajetória empresarial lhe dão reconhecimento e uma base eleitoral importante.

O desafio é transformar essa força regional em uma votação estadual capaz de superar candidatos com estruturas políticas mais amplas.

Avaliação SOBRETUDO: competitivo.

 

Caroline de Toni | PL

Caroline chega ao Senado com uma das estruturas eleitorais mais fortes da disputa.

Tem mandato federal, trajetória construída em Santa Catarina, forte identificação com o eleitorado conservador e capacidade de mobilização própria.

Mas existe um fator ainda mais importante: Caroline tem condições de ser primeiro voto de um eleitor e segundo voto de outro. Essa capacidade de transitar dentro do campo conservador e alcançar eleitores que não necessariamente a colocariam como primeira opção pode ser decisiva.

Avaliação SOBRETUDO: muito forte.

 

Carlos Bolsonaro | PL

Carlos Bolsonaro entra na disputa com um ativo eleitoral que nenhum outro candidato possui na mesma dimensão: o sobrenome Bolsonaro.

Em Santa Catarina, onde o bolsonarismo possui uma das suas bases eleitorais mais fortes do país, isso representa um patrimônio eleitoral extraordinário.

A incógnita está em outra parte.

Carlos não construiu em Santa Catarina a mesma trajetória eleitoral de Caroline de Toni e precisa transformar sua força nacional em uma votação estadual efetivamente concentrada.

Também existe a questão da disputa interna do próprio campo conservador.

Mas, quando a análise é sobre potencial máximo de voto, Carlos não pode ser colocado fora do grupo principal.

Avaliação SOBRETUDO: muito forte.

 

Esperidião Amin | Progressistas

Amin talvez seja o candidato com o patrimônio político mais consolidado entre os nomes da disputa.

Ex-governador, ex-prefeito de Florianópolis e senador, possui conhecimento estadual e uma capacidade de diálogo que poucos candidatos conseguem reproduzir.

E aqui está sua principal arma.

Amin pode não precisar ser o primeiro voto de todos os eleitores que pretende conquistar.

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Ele pode ser o segundo.

Um eleitor pode escolher um candidato do PL como primeira opção e, ao mesmo tempo, enxergar Amin como um nome aceitável para a segunda cadeira. Essa capacidade de composição pode ser decisiva.

Avaliação SOBRETUDO: muito forte.

 

Décio Lima | PT

É o principal nome da esquerda na disputa.

Possui trajetória eleitoral consolidada, experiência parlamentar e uma base política identificada com o PT.

Sua dificuldade está em ampliar essa votação para além do eleitorado tradicional da esquerda e disputar efetivamente o segundo voto de eleitores de outros campos.

Avaliação SOBRETUDO: forte.

 

Afrânio Boppré | PSOL

Possui trajetória política conhecida e identidade clara com o campo da esquerda.

Sua principal dificuldade é a escala eleitoral necessária para uma disputa majoritária estadual.

Avaliação SOBRETUDO: competitivo.

Jeferson Rocha | PRD

Possui candidatura própria e busca espaço fora dos grandes blocos políticos.

Na fotografia atual, entretanto, ainda está distante do grupo que efetivamente disputa as duas cadeiras.

Avaliação SOBRETUDO: segundo pelotão.

 

Ana Lucia Machado | UP

Candidatura de forte identidade ideológica, mas com estrutura eleitoral menor diante da escala exigida pela disputa ao Senado.

Avaliação SOBRETUDO: baixa competitividade.

 

Caroline Sant’Anna | PCO

Representa um campo político de identidade bastante específica e, na fotografia atual, não apresenta densidade eleitoral suficiente para disputar uma das duas cadeiras.

Avaliação SOBRETUDO: baixa competitividade.

 

Joaninha Oliveira | PSTU

Candidatura de forte identidade ideológica, mas sem escala eleitoral suficiente para entrar na disputa efetiva pelas duas cadeiras.

Avaliação SOBRETUDO: baixa competitividade.

 

Marcos Schmitz | PSTU

Tem a mesma característica de sua legenda: identidade política clara, mas baixa capacidade eleitoral para uma disputa majoritária estadual.

Avaliação SOBRETUDO: baixa competitividade.

 

Marlene Soccas | UP

Candidatura vinculada ao campo político da Unidade Popular.

O principal obstáculo é transformar uma estrutura eleitoral de menor escala em votação estadual competitiva.

Avaliação SOBRETUDO: baixa competitividade.

 

Túlio Pfuetzenreiter | Missão

Candidato do Missão ao Senado, com identidade política própria, mas ainda sem densidade eleitoral suficiente para entrar no grupo principal da disputa.

Avaliação SOBRETUDO: baixa competitividade.

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A FOTOGRAFIA SOBRETUDO

Muito fortes

Caroline de Toni | PL
Carlos Bolsonaro | PL
Esperidião Amin | Progressistas

Forte

Décio Lima | PT

Competitivos

Antídio Lunelli | MDB
Afrânio Boppré | PSOL

Segundo pelotão

Jeferson Rocha | PRD

Baixa competitividade

Ana Lucia Machado | UP
Caroline Sant’Anna | PCO
Joaninha Oliveira | PSTU
Marcos Schmitz | PSTU
Marlene Soccas | UP
Túlio Pfuetzenreiter | Missão

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TRÊS NOMES PARA DUAS CADEIRAS

É aqui que a eleição começa a ficar realmente interessante.

Na nossa fotografia, existem três candidatos muito fortes para apenas duas cadeiras:

Caroline de Toni.
Carlos Bolsonaro.
Esperidião Amin.

A disputa real, portanto, não está simplesmente entre 13 candidatos.

Ela começa, neste momento, concentrada nesses três.

E a questão central não é apenas quem consegue seu primeiro voto.

É quem consegue o segundo voto de quem escolheu outro candidato.

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AS DUAS APOSTAS DA SOBRETUDO

1. Caroline de Toni | PL

É a primeira aposta.

Caroline reúne força eleitoral própria, conhecimento do eleitorado catarinense, estrutura política, presença territorial e forte identificação com o eleitorado conservador.

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Mas seu principal diferencial pode estar justamente na capacidade de combinar primeiro e segundo voto.

Ela possui condições de ser uma escolha prioritária do eleitor bolsonarista e, ao mesmo tempo, uma opção aceitável para segmentos que desejam eleger um nome conservador, mas não necessariamente escolheriam Carlos Bolsonaro como primeira opção.

Isso amplia sua capacidade de atravessar a eleição.

2. Carlos Bolsonaro | PL

É a segunda aposta.

O sobrenome Bolsonaro, somado à força do bolsonarismo em Santa Catarina, produz um potencial eleitoral que seria um erro subestimar.

Carlos não precisa necessariamente reproduzir uma trajetória eleitoral catarinense tradicional para ser competitivo. Precisa transformar a identificação política que representa em votos.

E existe uma variável que pode trabalhar a seu favor: o eleitor que tiver Carlos como primeiro voto pode escolher Caroline como segundo, e o eleitor que tiver Caroline como primeiro pode escolher Carlos como segundo.

Se essa combinação acontecer em escala suficiente, o PL pode produzir algo que parecia improvável quando a disputa começou:

eleger os dois senadores de Santa Catarina.

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E AMIN?

Aqui está o ponto que torna essa eleição particularmente interessante.

Amin não está fora da disputa.

Ao contrário.

Ele é, hoje, o principal candidato capaz de romper uma eventual dobradinha do PL.

Seu patrimônio político, conhecimento estadual e capacidade de diálogo lhe dão uma característica que não pode ser medida apenas pelo voto ideológico.

Amin pode ser o segundo voto de eleitores que escolherão outro candidato como primeira opção.

É exatamente aí que pode estar sua oportunidade.

Se o eleitor conservador decidir dividir seus votos entre dois nomes do PL, a dupla Caroline-Carlos ganha enorme vantagem.

Mas se parte desse eleitor escolher um nome do PL como primeiro voto e Amin como segundo, a matemática muda completamente.

Por isso, a eleição do Senado em Santa Catarina pode acabar sendo menos uma disputa sobre quem consegue convencer o eleitor a votar nele e mais uma disputa sobre:

quem consegue evitar que o eleitor entregue seu segundo voto ao adversário.

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APOSTA FINAL SOBRETUDO

Senado de Santa Catarina | 2026

🥇 Caroline de Toni | PL

🥈 Carlos Bolsonaro | PL

3º | Esperidião Amin | Progressistas

 

A SOBRETUDO, portanto, aposta hoje em duas cadeiras para o PL.

Mas não trata Amin como carta fora do baralho.

Ele é justamente o principal candidato capaz de quebrar essa fotografia.

E há uma variável que pode decidir tudo: o segundo voto.

Se o eleitor conservador concentrar seus dois votos no PL, Caroline e Carlos podem transformar a força do campo político em duas cadeiras.

Se esse eleitor dividir seu voto e entregar uma das escolhas a Amin, o cenário muda.

E se Amin conseguir ser escolhido como segundo voto por diferentes grupos políticos, sua candidatura pode crescer mesmo sem liderar determinados segmentos como primeiro voto.

É por isso que, entre as 13 candidaturas, a nossa leitura encontra hoje três nomes efetivamente disputando duas cadeiras.

A campanha ainda terá tempo para alterar essa fotografia.

Mas, se a eleição fosse hoje, estas seriam as duas apostas da SOBRETUDO: Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro.

A urna, como sempre, terá a última palavra.

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