O Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Cuiabá (Sinpen) realiza, nesta segunda-feira (13), uma assembleia geral para deliberar sobre um possível indicativo de greve. A mobilização ocorre em resposta à redução no pagamento do adicional de insalubridade, medida que tem gerado insatisfação entre os trabalhadores da saúde.
Diante da possibilidade de paralisação, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), se pronunciou no domingo (12) durante vistoria ao novo Centro Médico Infantil. Ele afirmou que, embora reconheça a legalidade do movimento, não permitirá interrupção nos atendimentos. “Se ameaçar greve, nós reagiremos. A cidade não vai parar”, disse. O gestor afirmou que, caso a greve seja deflagrada, a prefeitura acionará a Justiça e poderá terceirizar os serviços para manter o funcionamento das unidades de saúde.
Segundo Abilio, cerca de 70% dos servidores que recebem insalubridade não terão cortes, pois se enquadram na categoria A1 (concursados ou aprovados em processo seletivo). Para esse grupo, o pagamento continuará conforme a legislação e ainda haverá um aumento no programa Prêmio Saúde. Já os demais 30% sofrerão alterações nos valores, que, segundo o prefeito, serão parcialmente compensadas por esse mesmo programa.
O prefeito ressaltou que o pagamento fora dos critérios legais é passível de responsabilização, conforme apontado pelo Ministério Público do Estado (MPMT). A prefeitura tem até o fim do ano para revisar os percentuais de insalubridade com base em laudos técnicos dos ambientes de trabalho, mas os ajustes salariais já estão sendo aplicados nos próximos vencimentos.







































