A Polícia Federal identificou o uso de 549 CPFs de pessoas mortas em documentos relacionados a operações financeiras ligadas à Pixbet, segundo investigação da Operação Arena, deflagrada na quinta-feira (13), na Paraíba e São Paulo. A ação apura suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa de apostas esportivas.
Segundo a representação enviada à Justiça Federal, alguns dos CPFs utilizados pertenciam a pessoas mortas havia mais de 20 anos. A PF afirma haver indícios de que os registros foram usados para realizar operações de câmbio não autorizadas e aponta suspeita de participação ativa do grupo na fraude documental.
O dono da Pixbet, Ernildo Júnior, foi abordado por agentes em Campina Grande, na Paraíba, e teve o carro e o celular apreendidos durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão. A investigação também alcançou o advogado Nelson Wilians, cuja defesa afirmou que sua relação com a empresa é restrita à prestação de serviços jurídicos.
Ainda na quinta, o Ministério da Fazenda determinou a suspensão cautelar das operações da Pixbet, além do cancelamento das apostas em curso e da devolução dos valores aos usuários. A defesa da empresa afirmou que foi surpreendida pela operação e disse que se manifestará após ter acesso à decisão judicial.





































