A Justiça de Mato Grosso negou o pedido para retirar a tornozeleira eletrônica do advogado Peterson Venites Komel Júnior, apontado pelo Ministério Público como responsável pelo recrutamento do executor e pela obtenção da arma usada no assassinato do advogado Roberto Zampieri. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (13) pelo juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá.
Peterson alegou que está sob monitoramento há mais de um ano e que não descumpriu as medidas impostas. O magistrado, porém, concluiu que não houve mudança relevante que justificasse a revogação da cautelar e também manteve apreendidos um iPhone 15 e um notebook Dell, que ainda podem ser utilizados em diligências.
A decisão autorizou, por outro lado, o acesso da defesa aos dados de dois HDs apreendidos. Já Davidson Esteves Nunes e José Geraldo Pinto Filho, que não foram denunciados pelo Ministério Público, tiveram as restrições revogadas e receberão de volta documentos e equipamentos apreendidos.
O juiz também manteve a decisão que negou a prisão preventiva de Peterson, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater, apesar de recurso do Ministério Público. Zampieri foi assassinado a tiros em dezembro de 2023, em Cuiabá, e, segundo a denúncia, o crime teria sido motivado por uma disputa de terras avaliada em cerca de R$ 100 milhões.



















