A Polícia Federal apontou que o senador Ciro Nogueira recebia pagamentos mensais ligados a um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras investigado na Operação Compliance Zero. Segundo a investigação, o parlamentar teria usado o mandato para apresentar uma emenda elaborada pelo próprio Banco Master. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça.
As investigações indicam que empresas ligadas à família Vorcaro faziam repasses recorrentes para a CNLF Empreendimentos, veículo patrimonial ligado ao senador. Em mensagens interceptadas pela PF, Daniel e Felipe Vorcaro discutem atrasos em pagamentos destinados a “Ciro”, com valores que variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais.
De acordo com a PF, a contrapartida seria a apresentação da emenda nº 11 à PEC 65/2023, protocolada por Ciro Nogueira em agosto de 2024. A proposta aumentava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Os investigadores afirmam que o texto da emenda foi redigido pela assessoria do Banco Master e entregue ao senador.
O STF determinou a suspensão de empresas e o monitoramento de investigados na quinta fase da operação. Em nota, a defesa de Ciro Nogueira afirmou que o senador está à disposição da Justiça e negou participação em atividades ilícitas. Até a última atualização, as defesas dos demais alvos não haviam se manifestado.





























