Os réus Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira, Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi irão a júri popular pelo assassinato do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Renato Nery. A decisão de pronúncia foi assinada pelo juiz João Bosco Soares da Silva nesta quarta-feira (6). Ainda não há data definida para o julgamento.
O magistrado manteve todos os termos da denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), incluindo homicídio qualificado por motivo torpe ou mediante paga, uso de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foi mantida a acusação de participação em organização criminosa.
Segundo a investigação, o crime ocorreu em 5 de julho de 2024, em frente ao escritório de Renato Nery, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. A apuração aponta que o homicídio teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo mais de 12 mil hectares de terras em Novo São Joaquim. Conforme a denúncia, Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi teriam encomendado o assassinato por R$ 200 mil.
De acordo com o processo, Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira atuaram como intermediários entre os mandantes e os executores do crime, sendo responsáveis pela arma e pela articulação dos pagamentos. A decisão também manteve contra os dois as acusações de fraude processual qualificada e abuso de autoridade, por suposta tentativa de dificultar as investigações.
































