A Receita Federal e o Gaeco do Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta quinta-feira (24) a Operação Crédito Oculto, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro na aquisição da Tobras Distribuidora de Combustíveis, conhecida como Terrana. Entre os principais alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, diretor do Banco Genial, e Antonio Carlos Freixo Junior, da Entre Investimentos, empresa vinculada ao Banco Master.
A operação cumpre 29 mandados de busca e apreensão contra 24 empresas e 13 pessoas físicas. A ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de fraudes no setor de combustíveis. Segundo o Gaeco, os envolvidos teriam utilizado estruturas empresariais para ocultar o controle de uma empresa sucroalcooleira e, posteriormente, viabilizar a compra da distribuidora.
Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República, homologado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito das investigações relacionadas ao caso Master. A apuração da Crédito Oculto busca esclarecer a origem dos recursos e a estrutura financeira utilizada nas operações.
Dos mandados, 26 são cumpridos no estado de São Paulo, sendo 18 na capital e os demais em Barueri, Cotia, Guarulhos, Paulínia e São José dos Campos. As diligências também alcançam Betim (MG), Itajaí (SC), Rio de Janeiro, Senador Canedo (GO), Várzea Grande (MT) e Vila Velha (ES), com apoio de unidades do Gaeco nos estados envolvidos.


































