Mato Grosso chegou a setembro com uma redução expressiva nos focos de calor. De janeiro até 20 de setembro, foram registradas 8.604 ocorrências, número 60% menor que a média dos últimos dez anos para o mesmo período.
Entre 2017 e 2026, a média histórica era de 21.580 focos até esta época do ano. Na prática, o Estado contabiliza cerca de 13 mil ocorrências a menos em 2026.
A diferença fica ainda maior durante o período proibitivo para o uso do fogo. Entre julho e setembro, Mato Grosso registrou 5.606 focos, contra uma média histórica de 17.088. A queda chega a 67%.
O resultado ocorre mesmo diante de um cenário considerado desafiador para o combate às queimadas. Segundo o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais, tenente-coronel Heitor Alves de Souza, uma série de ações preventivas e de resposta foi reforçada ao longo do ano.
Entre as medidas estão o monitoramento por satélite, a integração de equipes e recursos públicos e privados, ações de educação ambiental e o reforço da estrutura utilizada no combate aos incêndios florestais.
Para enfrentar a temporada de fogo, o Governo de Mato Grosso destinou R$ 134 milhões em 2026 para ações de combate aos incêndios e ao desmatamento ilegal. O dinheiro também é usado na manutenção de equipamentos, aeronaves e viaturas, contratação de brigadistas e mobilização das equipes.
O planejamento inclui ainda a abertura e manutenção de aceiros em pontos estratégicos, uma medida preventiva para tentar impedir que as chamas avancem sobre áreas maiores durante a estiagem.
O período proibitivo para queimadas em áreas rurais começou em 1º de julho e segue até 30 de novembro. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano. Casos irregulares podem ser denunciados pelos números 193, do Corpo de Bombeiros, ou 190, da Polícia Militar.



































