A vereadora Maysa Leão (Republicanos) afirmou que houve uma articulação nos bastidores da Câmara de Cuiabá, com participação do prefeito Abílio Brunini (PL), para retirar assinaturas da proposta de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação. A parlamentar contesta a prioridade dada ao requerimento concorrente apresentado pelo vereador Demilson Nogueira (PP) e defende que sua investigação seja a próxima a ser instalada na Casa.
Segundo Maysa, sua proposta busca apurar de forma ampla possíveis irregularidades em contratos da Educação, incluindo denúncias envolvendo kits bucais, compra de parquinhos e aquisição de livros. “Não faz sentido fazermos investigação de um dos contratos e deixarmos os outros em aberto. É importante a gente frisar para a população que a gente tem denúncia de kits bucais, de superfaturamento de compra de parquinhos e de diversos contratos”, argumentou.
Os dois requerimentos de CPI foram lidos em plenário e entraram no prazo regimental para inclusão ou retirada de assinaturas. A vereadora afirmou que existe pressão política para reduzir o apoio à sua proposta, o que poderia inviabilizar a comissão caso ela fique abaixo das nove assinaturas necessárias. Apesar disso, Maysa disse ter conversado com os demais parlamentares que assinaram o pedido e recebeu garantia de manutenção do apoio.
Enquanto a CPI proposta por Demilson Nogueira tem como foco exclusivo o contrato de compra de livros produzidos com inteligência artificial, denunciado pelo próprio prefeito, Maysa sustenta que sua investigação possui um objeto definido e semelhante ao adotado na CPI da Saúde, conduzida por Abílio Brunini quando era vereador. “O kit bucal vai entrar nessa CPI da Educação, porque foi adquirido pela educação. Já os medicamentos, alguém teria que propor uma CPI voltada para a pasta da Saúde”, explicou.
Ao final, a vereadora criticou o ritmo das cinco CPIs atualmente em andamento na Câmara, que investigam fatos relacionados à gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Segundo ela, os trabalhos já ultrapassam 110 dias e precisam ser concluídos para abrir espaço a novas investigações. “A CPI da vereadora Maria Avalone está em primeiro lugar na fila. Depois viria a minha CPI, depois viria a CPI do vereador Demilson. Então, a gente espera que as outras CPIs encerrem os trabalhos”, concluiu.




































