Os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram neste sábado (22), no Rio de Janeiro, propostas distintas para a segurança pública. Lula defendeu ampliar a participação da União no combate ao crime e retomar o Ministério da Segurança Pública, enquanto Flávio propôs classificar facções como Comando Vermelho e PCC como grupos narcoterroristas.
Em evento em Bangu, na zona oeste, Lula afirmou que pretende recuperar territórios dominados por organizações criminosas e prender os responsáveis pelos crimes. “Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200 [criminosos]. Nós vamos prender. Vamos falar a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo. Não é dos bandidos. Isso vamos fazer”, disse.
No Maracanãzinho, Flávio afirmou que pretende adotar uma política de enfrentamento às facções a partir de 2027 e prometeu “declarar guerra aos narcoterroristas”. O candidato também defendeu reduzir para 14 anos a maioridade penal em casos de estupro e a castração química para condenados por crimes sexuais. Lula, por sua vez, citou o custo do sistema penitenciário e relacionou segurança pública a investimentos em educação.
As agendas no Rio fizeram parte da campanha dos dois candidatos e evidenciaram estratégias diferentes para o combate ao crime. Enquanto Lula aposta em maior atuação federal e integração das forças de segurança, Flávio defende endurecimento penal e uma classificação mais rígida para organizações criminosas. Outros candidatos também abordaram o tema neste sábado, entre eles Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).





















