Depois de uma eleição por unanimidade para comandar a Câmara de Cuiabá no biênio 2027/2028, o vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou que não pretende transformar a disputa pela presidência em motivo de confronto com o prefeito Abílio Brunini (PL). Mesmo sem o apoio do chefe do Executivo na eleição interna, ele descartou retaliações e defendeu uma relação de diálogo entre os poderes.
Em entrevista à imprensa, Ilde afirmou que a prioridade será fortalecer a imagem do Legislativo e ampliar a atuação das comissões permanentes, responsáveis por analisar projetos antes da votação em plenário. Segundo ele, a Câmara precisa manter autonomia sem comprometer a tramitação de propostas importantes para Cuiabá.
“Temos que fortalecer as nossas comissões, porque é através delas que aprovamos matérias e projetos importantes que o Executivo manda”, declarou.
O vereador também fez um gesto de união aos parlamentares que não estiveram ao seu lado durante a disputa. Segundo ele, a nova gestão não será limitada ao grupo que apoiou sua candidatura, mas deverá contemplar os 27 vereadores da Casa.
Ilde ainda rejeitou as especulações de que poderia assumir uma postura de oposição a Abílio ou dificultar a aprovação de projetos da Prefeitura. “A Câmara Municipal de Cuiabá tem que trabalhar em harmonia com o prefeito”, afirmou.
Ao comentar a falta de apoio do prefeito, o novo presidente descartou qualquer possibilidade de vingança política. “O prefeito não me apoiou para presidente, eu ganhei a eleição. A gente vai se vingar, perseguir? Não tem mais nada disso”, disse, ao defender que as divergências fiquem para trás.
Para Ilde, o desafio agora é construir uma relação institucional que permita a aprovação de matérias relevantes para a Capital. Ele garantiu que a Mesa Diretora pretende atuar com independência, mas sem transformar as diferenças políticas em obstáculos para a administração municipal.
































