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SOBRETUDO Lula x Flávio: o segundo turno começou antes mesmo da campanha

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Lula x Flávio: o segundo turno começou antes mesmo da campanha.

A eleição de 4 de outubro terminou, mas a disputa presidencial praticamente não teve intervalo. Lula e Flávio Bolsonaro já começaram a movimentar suas forças para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. E, para Santa Catarina, essa nova etapa da eleição terá um ingrediente especial: o Estado saiu das urnas com uma forte demonstração de força eleitoral de Flávio e com uma nova bancada política majoritariamente alinhada ao projeto bolsonarista.

No Brasil, Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Foram pouco mais de 2,2 milhões de votos de diferença entre os dois.

Mas Santa Catarina apresentou um cenário muito diferente do resultado nacional.

Aqui, Flávio alcançou 66,65% dos votos válidos, contra 25,04% de Lula. Foram cerca de 3 milhões de votos para Flávio e 1,12 milhão para Lula.

Ou seja, a diferença catarinense foi de mais de 41 pontos percentuais.

Esse resultado coloca Santa Catarina em uma posição política particularmente importante neste segundo turno. Não porque o Estado, sozinho, determine o resultado nacional, mas porque oferece um palanque eleitoral expressivo e um conjunto de lideranças que acabou de sair fortalecido das urnas.

Jorginho Mello foi reeleito governador com 68,98% dos votos válidos, com 2.942.386 votos.

Agora, com a eleição estadual resolvida, o governador não precisa mais dividir sua agenda entre a própria campanha e a disputa presidencial. A tendência é que sua participação na campanha nacional ganhe espaço.

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E Jorginho não estará sozinho.

Carol De Toni e Carlos Bolsonaro foram eleitos para o Senado. O PL também ampliou sua presença na representação catarinense em Brasília e terá uma bancada importante na Câmara dos Deputados.

A pergunta, portanto, passa a ser outra:

quanto dessa força política será colocada efetivamente no palanque de Flávio Bolsonaro?

Porque uma coisa é declarar apoio.

Outra é colocar estrutura política, prefeitos, vereadores, lideranças regionais e militância na rua.

A eleição estadual acabou. Agora, os eleitos precisam decidir que papel querem desempenhar na eleição presidencial.

E existe uma questão política ainda mais interessante.

Santa Catarina não será apenas um Estado onde Flávio teve uma votação expressiva. Será também um dos primeiros lugares onde os novos eleitos poderão testar sua capacidade de mobilização depois da vitória.

Jorginho terá quatro anos de governo pela frente. Carol De Toni e Carlos Bolsonaro chegam ao Senado com mandatos de oito anos. Os deputados federais eleitos assumirão seus mandatos em fevereiro.

Todos eles terão interesses políticos próprios, projetos para o Estado e, naturalmente, relações que precisarão ser construídas com o futuro governo federal.

Por isso, o segundo turno também é uma espécie de primeira fotografia das alianças que poderão marcar os próximos anos.

Do outro lado, o PT e os partidos aliados precisarão organizar seu próprio palanque em Santa Catarina. O resultado do primeiro turno mostrou uma distância muito grande entre Lula e Flávio no Estado, mas o segundo turno começa do zero em termos de votação. Os votos dos demais candidatos, os eleitores que não compareceram e aqueles que ainda não definiram sua escolha estarão novamente em disputa.

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E é aí que começa a verdadeira segunda etapa.

Não haverá mais candidatos a governador, deputado ou senador pedindo votos. A eleição estadual terminou.

Agora, os protagonistas catarinenses terão de decidir se serão apenas espectadores ou participantes ativos da disputa nacional.

Quem vai subir no palanque? Quem vai percorrer o Estado? Quem vai colocar sua estrutura política em movimento? Quem vai preferir manter distância?

Essas escolhas também dizem muito sobre o futuro político de Santa Catarina.

Há ainda outro detalhe importante.

O segundo turno poderá aproximar lideranças que, durante o primeiro turno, estavam concentradas em suas próprias disputas. Agora, com os resultados definidos, alianças nacionais podem ganhar uma dimensão muito maior.

Para Flávio, Santa Catarina representa uma votação expressiva e uma rede política que saiu fortalecida das urnas.

Para Lula, o desafio é ampliar sua presença em um Estado onde terminou o primeiro turno muito atrás do adversário.

E para os políticos catarinenses, o momento exige uma decisão: até onde estão dispostos a colocar seu capital político nessa disputa?

A eleição de 2026 ainda não terminou.

Em Santa Catarina, a eleição estadual acabou no domingo.

Mas o palanque presidencial acaba de começar a ser montado.

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