As datas dos debates antes do 2° turno

O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro têm três debates presidenciais previstos para o segundo turno. Band e Record programaram os dois primeiros encontros para o domingo, 11 de outubro, enquanto a TV Globo reservou o último confronto para 23 de outubro, dois dias antes da votação.
Bandeirantes
A Band marcou seu debate para as 20h do dia 11. A emissora definiu a data após reuniões entre a direção de jornalismo do Grupo Bandeirantes e representantes das campanhas, com transmissão pela televisão, rádio e plataformas digitais do grupo.
Record
A Record também escolheu o domingo, 11 de outubro, para promover um debate entre os candidatos, mas agendou o programa para as 21h. Os horários previstos para o início dos dois eventos têm apenas uma hora de diferença.
Confrontos
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Se o calendário anunciado for mantido e os candidatos confirmarem participação, o debate da Globo encerrará a agenda de confrontos televisivos entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Flávio confirma
Em entrevista à imprensa após uma reunião com aliados em Brasília, Flávio Bolsonaro disse que considera os encontros importantes para confrontar propostas e comparar gestões:
“Eu já queria ter participado no primeiro turno de debates com o Lula. Vou participar de debates. Eu acho que são importantes. É o que eu sempre quis. Eu quero comparar os programas de governo, eu quero comparar os governos do Lula com o nosso governo, e eu tenho a convicção de que a gente vai ser vitorioso nesse debate. Mas, ao mesmo tempo, eu queria que tivesse acontecido o debate, em especial o último.”
Alcolumbre prevê votar PEC do fim da 6×1 dia 15

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou nesta terça (6) que pretende levar a PEC do fim da escala 6×1 ao primeiro turno de votação em 15 de outubro. A proposta reduz a jornada semanal para 40 horas e prevê cinco dias de trabalho com dois de descanso.
Deliberação
Alcolumbre afirmou que o texto cumprirá “integralmente o rito” de tramitação, “sem atropelos e sem acelerar nada”. Antes da deliberação, os senadores terão de concluir cinco sessões de discussão da proposta.
Flávio quer trabalho por hora contra fim da 6×1

Flávio Bolsonaro criticou nesta terça (6) a proposta de acabar com a escala 6×1 e voltou a defender a flexibilização da jornada de trabalho. Questionado sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC), com análise prevista no plenário do Senado nesta tarde, afirmou que seu posicionamento “já é público”.
Negociação
Flávio defendeu a alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, que prevê um regime baseado nas horas trabalhadas, com negociação da carga horária entre empregado e empregador.
“Tenho proposta infinitamente melhor do que essa que está na mesa. Liberdade do trabalhador de escolher sua própria carga horária. Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais, vai trabalhar mais. Quem quer trabalhar menos, vai trabalhar menos.”
Marinho a Fachin: Senado “não será omisso” a crimes de ministros

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta terça (6) que a nova composição do Senado Federal não se omitirá em caso de crime de responsabilidade cometido por ministros do Supremo. Segundo ele, não há “espírito de vingança”, mas o objetivo é “reconstruir o país” e garantir que a separação entre os Poderes seja efetivamente respeitada.
“Deixamos claro que, na hora que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do STF, o Senado não vai se omitir. E hoje ele tem se omitido”, disse.
Impeachment
Em conversa com a imprensa, o senador criticou a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, diante de denúncias de crimes atribuídos a ministros do STF. Segundo ele, a Casa tem sido omissa ao não dar andamento aos mais de 100 pedidos de impeachment apresentados contra integrantes da Corte.
PL rejeita acordão e defende impeachment de Moraes e Dino

O PL rejeita o que considerou sinais emitidos pela ala governista do Supremo sobre um eventual acordão político e deverá levar adiante, em 2027, processo de impeachment de Alexandre de Moraes e também de Flávio Dino, a depender da forma como ele reagirá a uma eventual derrota de Lula.
Possibilidade
Na segunda-feira, o entorno de Flávio Bolsonaro entendeu que houve alguns acenos por parte desse grupo do STF, sinalizando a possibilidade de acordo para poupar ministros em troca, por exemplo, da revisão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.
Michel Temer
O gesto considerado inicial nesse sentido de estabelecer pontes foi a mensagem divulgada pelo ex-presidente Michel Temer, manifestando apoio a Flávio Bolsonaro antes mesmo que os demais partidos e candidatos à Presidência derrotados o fizessem. Temer é o responsável pela indicação de Moraes ao STF.
Sem diálogo
O PL, porém, rejeita qualquer acordo e diálogo com Moraes. Há uma preferência no partido de que o assunto “Moraes” seja resolvido pelo próprio STF — uma abertura de investigação contra ele por sua relação com Daniel Vorcaro e consequente afastamento enquanto durarem as investigações.
31 dos 54 senadores eleitos tendem a apoiar impeachment

Dos 54 senadores eleitos no domingo (4), 31 tendem a apoiar afastamento de ministros do Supremo. Eles se somam a outros 17 que já ocupam cadeiras no Senado e que também são simpáticos ao tema, o que totaliza ao menos 47 senadores na próxima legislatura.
Afastamento
O quórum para abertura de processo contra um magistrado da Corte é hoje de dois terços, 54 votos de senadores. O patamar aumentou em dezembro do ano passado, após uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF. O número é o mesmo para aprovar o afastamento final de um ministro.
Caiado oficializa apoio a Flávio no segundo turno

Derrotado no primeiro turno da disputa à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) oficializou, nesta terça (6), seu apoio a Flávio Bolsonaro.
Campanha
A declaração de apoio aconteceu em evento em Goiânia, Goiás, seu e estado do qual já foi governador. Flávio passou a manhã em reuniões internas da campanha em Brasília, mas viajou à tarde para a capital goiana para firmar a aliança com Caiado, no primeiro evento público de Flávio no segundo turno.
Lula avalia indicar nome ao STF após segundo turno

O presidente Lula avalia indicar um nome para o Supremo ainda neste ano, após o segundo turno da campanha eleitoral. A ideia seria tentar garantir uma aprovação com a atual configuração do Senado Federal, sem ainda que a nova bancada de direita seja maioria na Casa Legislativa.
Vaga a menos
Além disso, dirigentes petistas consideram que, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, o primogênito de Jair Bolsonaro teria uma vaga a menos na Suprema Corte. Lula, porém, deve tratar do assunto antes com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, para avaliar se haveria margem para aprovação.
Messias descartado
Neste caso, ponderam dirigentes petistas, o nome indicado deve ser de centro e ter apoio irrestrito do bloco do centrão, o que descartaria uma insistência em Jorge Messias, por exemplo.
Cogitados
No governo petista, assessores do presidente citam ex-senadores, como Rodrigo Pacheco ou Simone Tebet, ambos do PSB. O atual governador do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, também é mencionado como uma opção.
Candidatos fortes nas redes têm eleições expressivas

As eleições de 2026 reforçaram o peso das redes sociais na construção de candidaturas competitivas no Brasil. Alguns dos maiores desempenhos para a Câmara dos Deputados vieram justamente de políticos que acumulam grande audiência no ambiente digital.
Nikolas Ferreira
O caso mais emblemático é o de Nikolas Ferreira (PL), reeleito por Minas Gerais com mais de 3,1 milhões de votos, deputado federal mais votado da história da Câmara. Em 2022, ele já havia liderado a votação nacional, com cerca de 1,47 milhão. Nikolas tem mais de 22 milhões de seguidores apenas no Instagram.
Lucas Pavanato
Em São Paulo, Lucas Pavanato (PL) também rompeu a marca dos 3 milhões e terminou com 3.038.438 votos, tornando-se outro dos maiores fenômenos eleitorais da disputa pela Câmara. Ex-vereador paulistano, Pavanato chegou à eleição com audiência digital consolidada: 5,5 milhões só no Instagram.
Erika Hilton
Do outro lado do espectro político, Erika Hilton (Psol-SP) também transformou projeção digital em resultado eleitoral. Ela foi reeleita com 1.596.472 votos, tornando-se a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados. Ela construiu uma base nacional nas redes.
Sâmia, Kim e Tabata
Entre os nomes mais votados de São Paulo aparece também Sâmia Bomfim (Psol), reeleita com 583.107 votos, enquanto Kim Kataguiri (Missão) recebeu 520.071 e Tabata Amaral (PSB) chegou a 476.383. Todos mantêm presença ativa e audiência própria nas plataformas digitais.
Dez mais
O grupo dos dez deputados federais mais votados do país inclui outros nomes com atuação muito forte nas redes: André Fernandes (PL-CE), Julia Zanatta (PL-SC), e Jeffrey Chiquini (Novo-PR).
Primeira vez
Outro resultado chamou atenção em Minas. Ana Elisa (PT), de 21 anos, foi eleita em sua primeira disputa com mais de 524 mil votos, ficando entre as candidaturas mais votadas do estado. Antes mesmo de entrar formalmente na política, a jovem já tinha uma comunidade expressiva no Instagram e no TikTok.
Leila do Vôlei pede licença médica do Senado

A senadora Leila Barros – conhecida como Leila do Vôlei – apresentou nesta terça (6) um requerimento de afastamento por licença médica do Senado Federal pelo período de 120 dias. Com isso, ela não retornará mais ao mandato.
Derrotada
A parlamentar do PDT teve 21,25% dos votos válidos e não conseguiu renovar seu mandato por mais oito anos. As eleitas no Distrito Federal foram a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a deputada federal Bia Kicis (PL), com 29,05% e 27,44% dos votos respectivamente.
‘Cuidar da saúde’
Leila afirmou que tomou a decisão para “cuidar da saúde e de assuntos particulares”, e que o período de afastamento não é remunerado. A suplente, Leany Lemos (PSB-DF), assume o cargo até a posse da nova legislatura, em 1º de fevereiro de 2027.





















