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Resposta Pas tarifas de Trump

Lula anuncia nesta quarta MP de R$ 30 bi para proteger empresas afetadas por tarifas de Trump

Lula conversa com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), sobre medidas que o governo brasileiro adotará para atender empresas afetadas pelas tarifas de Trump. realizado no Palácio do Itamaraty. (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)

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O presidente brasileiro reforçou que o país buscará órgãos internacionais multilaterais para defender os produtos brasileiros.

 

Por Humberto Azevedo

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança na manhã desta quarta-feira, 13 de agosto, uma Medida Provisória (MP) intitulada “Brasil Soberano”, a partir das 11h30 desta quarta-feira, 13 de agosto, no Salão Leste do Palácio do Planalto, em Brasília (DF). A MP promete estabelecer um conjunto inicial de medidas para mitigar os impactos econômicos da elevação em até 50% das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos da América (EUA) às exportações brasileiras destinadas àquele país.

 

Lula a importância do multilateralismo como forma de equilibrar as relações comerciais globais e evitar a predominância de países mais fortes sobre os mais fracos.

 

Em entrevista ao programa “É da Coisa” do jornalista Reinaldo Azevedo da “BandNews”, Lula informou que assinará a MP criando uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para companhias brasileiras prejudicadas pela taxação imposta pelo governo do presidente estadunidense, Donald Trump. Lula reforçou que o país buscará órgãos internacionais multilaterais para defender os produtos brasileiros.

 

“Nós vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas e buscar novos mercados para seus produtos. Ninguém fica desamparado por conta da taxação do presidente Trump […]. Ninguém larga a mão de ninguém”, afirmou Lula que disse ainda que vai procurar estimular os empresários brasileiros prejudicados pelas tarifas de Trump a defenderem seus mercados nos Estados Unidos e no exterior.

 

PIX

 

Na entrevista concedida a Reinaldo Azevedo, Lula comentou também sobre à inclusão do PIX na investigação aberta pelos EUA contra o Brasil, classificando a iniciativa como uma tentativa injusta de punir uma inovação nacional.

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Lula disse que não aceita que taxações ou ameaças sejam usadas como instrumentos de negociação, e defendeu que acordos sobre recursos estratégicos, como minerais críticos, sejam feitos com respeito à soberania brasileira.

 

“O Pix é uma invenção do Banco Central que permite pagamentos digitais rápidos, aniquilando o uso do dinheiro físico. O Brasil reinventou o uso do dinheiro, e eu tenho muito orgulho disso, porque até Paris já está utilizando o Pix. Quem sabe o Trump possa experimentar o Pix”, comentou o presidente.

 

BRICS

 

Na entrevista à “BandNews”, Lula afirmou também que os EUA têm “um pouco de ciúmes” da participação do Brasil no bloco econômico formado pelo país juntamente com Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia, Indonésia e Irã (BRICS), que reúne algumas das maiores economias emergentes do planeta e representa cerca de um terço do produto interno bruto (PIB) mundial.

 

“Estados Unidos têm um pouco de ciúmes da participação do Brasil no BRICS, porque da mesma forma que nós criamos o BRICS, nós criamos o G20. […] O que nós temos de igual? O que nós produzimos igual? O que nós poderíamos fazer de troca entre nós? O BRICS não é qualquer coisa, é praticamente metade da humanidade”, acrescentou o presidente.

 

Na oportunidade, Lula rebateu críticas de Trump que argumentou para anunciar as tarifas de que os EUA são deficitários no comércio bilateral com o Brasil, fato que é o contrário desde 2009: “Os EUA alegaram, de forma mentirosa, ter déficit com o Brasil, mas somando bens, serviços e comércio, nós tivemos um déficit de US$ 410 bilhões [R$ 2,21 trilhões] em 15 anos”.

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Lula reafirmou que não recuou da proposta de criar uma moeda comum para o comércio entre os países do BRICS, destacando que a ideia é reduzir a dependência do dólar. 

 

“O que eu estou defendendo é a autodeterminação dos povos, a soberania do nosso país e o multilateralismo. O multilateralismo é o que permite equilíbrio nas negociações comerciais, evitando que um Estado maior imponha sua vontade a um menor”, falou.

 

TRAIDORES

 

Na entrevista a Reinaldo Azevedo, Lula afirmou que os aliados do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), incluindo seus familiares como o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se encontra nos EUA desde abril licenciado do mandato de parlamentar, estariam atuando junto a Trump contra os interesses do Brasil e poderiam responder por crime de traição à pátria.

 

“Esses meninos estão cometendo um crime de traição à pátria e serão julgados aqui no Brasil”, disparou Lula, acusando-os de instigar ações hostis ao país, como a recente investigação aberta naquele país contra o Brasil por suposta “deslealdade econômica”.

 

O presidente Lula afirmou que espera se encontrar um dia com Trump para conversar “como dois seres humanos civilizados” e “como dois chefes de Estado devem conversar”. Lula lembrou que manteve boa relação com todos os presidentes norte-americanos que conheceu, incluindo o republicano George W. Bush e os democratas Barack Obama e Joe Biden.

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