Durante a 4ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) em Mato Grosso, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) defendeu a demarcação de terras indígenas e destacou a presença da deputada Eliane Xunakalo (PT) na presidência da audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa, na terça-feira (12), no campus da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá. Eliane é a primeira indígena a ocupar uma cadeira no parlamento estadual brasileiro.
Durante o discurso, Lúdio afirmou que os povos indígenas ainda enfrentam dificuldades para garantir direitos básicos, mesmo após mais de cinco séculos da chegada dos colonizadores ao país. O parlamentar também ressaltou que Mato Grosso possui origem em territórios indígenas ancestrais.
O deputado citou como avanço a homologação das Terras Indígenas Uirapuru, Estação Parecis e Manoki, oficializadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado. Segundo ele, a medida representa uma conquista histórica dos povos indígenas de Mato Grosso e do Brasil.
Lúdio afirmou ainda que acompanha a pauta indígena há cerca de 30 anos, desde o período em que atuou como médico da saúde indígena. O parlamentar também lembrou que o ATL é realizado pelo quarto ano consecutivo com apoio de seu mandato.
Segundo o deputado, havia um compromisso político para que Eliane Xunakalo, suplente da chapa petista e presidente da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), assumisse temporariamente o cargo durante a realização do evento em 2026, acordo que, segundo ele, foi cumprido.
Durante a audiência, Lúdio também destacou a criação do Ministério dos Povos Indígenas e a presença de lideranças indígenas em cargos do Governo Federal ligados à pauta dos povos originários.
O evento também contou com a participação da médica e professora da UFMT Natasha Slhessarenko (PSD), que defendeu a criação de uma Secretaria Estadual dos Povos Indígenas em Mato Grosso. Segundo ela, a medida seria uma forma de reconhecimento aos 46 povos indígenas presentes no estado.
Ao final, Lúdio fez um apelo para que os povos indígenas mantenham representação permanente na Assembleia Legislativa, com o objetivo de fortalecer a defesa dos direitos indígenas no parlamento estadual.
















