A nova resolução da Vigilância Sanitária em Santa Catarina reacende um debate antigo: até que ponto a regulação protege a sociedade sem asfixiar os pequenos negócios? A lista de atividades que passam a exigir licenciamento ampliado inclui desde serviços de alimentação até clínicas, academias e estabelecimentos de estética. Para quem empreende, a primeira reação é quase sempre de preocupação com mais papelada, prazos e custos.
O governo defende que a medida traz padronização e garante segurança mínima à população. Afinal, a saúde pública não pode ser tratada como detalhe secundário. Mas na prática, muitos municípios ainda carecem de estrutura para orientar e fiscalizar de forma eficiente. Isso abre espaço para interpretações divergentes e até para distorções no processo.
Empresários menores, que lutam diariamente para sobreviver, sentem-se desafiados por normas que parecem feitas para grandes estruturas. A questão central é equilíbrio: como criar um sistema que assegure proteção sem sufocar o empreendedorismo local? Talvez o caminho seja simplificar etapas, investir em tecnologia e fortalecer a comunicação entre estado, prefeituras e empresas.
O risco é transformar a boa intenção de cuidar da saúde coletiva em mais um capítulo do manual catarinense de burocracia. E quem perde, nesse caso, não é só o empresário, mas também o consumidor que paga a conta — em preços mais altos ou em serviços que deixam de existir.



























