Em meio às articulações para a sucessão estadual, o deputado Júlio Campos (União) afirmou que ele e o irmão, o senador Jayme Campos, vêm sendo procurados por diferentes partidos, mas reforçou que a prioridade é garantir, dentro do União Brasil, a candidatura do senador. A sua fala evidencia o racha no grupo do governador Mauro Mendes, que articula apoio ao vice Otaviano Pivetta (Republicanos), enquanto a ala dos Campos defende nome próprio para a disputa.
Segundo Júlio, ele e o irmão, o senador Jayme Campos, passaram a ser alvo de investidas diretas de outras siglas interessadas em viabilizar uma candidatura ao Palácio Paiaguás. Mesmo diante das sondagens, o deputado deixou claro que a prioridade, neste momento, é travar a disputa dentro do União Brasil, para garantir que o partido escolha Jayme como candidato próprio ao governo.
O impasse, no entanto, escancara a rachadura interna. De um lado, está o grupo ligado ao governador Mauro Mendes, que defende apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Do outro, a ala dos Campos, que exige que o União tenha candidatura própria e não abra mão do protagonismo na eleição.
Nos bastidores, os rumores são de que os irmãos já teriam sido procurados por partidos como PSDB e Avante, o que aumenta ainda mais a pressão sobre a direção estadual da legenda.
“Convites tem, não se pode esconder que vários partidos estão nos convidando. Mas vamos brigar dentro do União Brasil, porque hoje temos maioria. A decisão só será tomada na convenção, que pode acontecer entre julho e o início de agosto”, declarou Júlio, em tom firme.
O deputado revelou que a escolha passará por uma contagem interna de votos no diretório estadual e por uma consulta à cúpula nacional do partido, em Brasília. Caso o União decida não lançar candidatura própria, Júlio foi direto ao apontar o dilema que se aproxima:
“Nós vamos lutar. Agora, se fizermos uma pesquisa antecipada e o partido não quiser candidatura própria, aí não tem outra solução: ou aceita a decisão ou sai do partido.”
Ele ainda afirmou que pretende buscar respaldo de lideranças nacionais, como o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para garantir que não haja intervenção externa no diretório de Mato Grosso.
“Se o partido quiser ter candidato próprio aqui, é fundamental ter a palavra de honra da Nacional de que não vai haver intervenção”, reforçou.
Com a janela partidária se abrindo em 4 de março e seguindo até 4 de abril, o cenário se torna ainda mais explosivo. É nesse período que trocas de legenda podem ocorrer sem perda de mandato, e os próximos dias prometem intensificar a disputa, os bastidores e as articulações que podem redesenhar o tabuleiro político de Mato Grosso.
































