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Bastidores do poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Procuradoria-Geral da República, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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PEC do fim da escala 6×1

Fim da escala 6×1 pode trazer de volta a desoneração da folha, que representa quase R$ 1 trilhão, de renúncia fiscal do governo. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara aprovou por acordo simbólico a admissibilidade de duas Propostas de Emendas à Constituição (PECs) que propõem o fim da escala 6×1, que estabelece seis dias de trabalho após um de descanso. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), sugeriu a inclusão de compensações fiscais para empresas, com redução de tributos sobre a folha de pagamentos, como forma de mitigar riscos de aumento de custos com a redução da jornada.

 

Jabuti na PEC

A sugestão do deputado Azi, relator na CCJC da PEC que põe fim à escala 6X1, aprovada no colegiado quanto à admissibilidade, abre caminho para a reintrodução da desoneração da folha de pagamentos, política que permitia a 17 setores substituir a contribuição patronal de 20% junto à Seguridade Social por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta.

 

Desoneração até 2024

A desoneração foi mantida até 2024 e está em processo de reoneração gradual até 2027. O governo, por meio do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, declarou-se contrário à volta da desoneração, alegando que ela representará uma renúncia fiscal de quase R$ 1 trilhão.

 

Regras de transição

O relatório de Azi prevê a necessidade de regime de transição compatível com a capacidade de absorção dos distintos setores econômicos. A oposição e o “centrão” já articulam a inclusão do jabuti durante a tramitação na comissão especial ou no plenário. Caso a PEC seja aprovada, o governo teria que avaliar o Projeto de Lei (PL) sobre o tema já enviado ao Congresso. 

 

Reforma do STF

Zema quer STF com mandatos de 15 anos, idade mínima de 60 anos, fim de decisões monocráticas, redução de competências, proibição de nepotismo e corregedoria independente, além da obrigação do Senado votar impeachment apoiado pela maioria. (Foto: Marina Ramos / Agência Câmara)

O pré-candidato ao Planalto, o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) apresentou um conjunto de propostas para reformar o Supremo Tribunal Federal, elaborado com apoio do Instituto Libertas e consulta a mais de 200 especialistas. As medidas incluem mandato fixo de 15 anos para ministros, idade mínima de 60 anos para indicação e fim das decisões monocráticas, obrigando que decisões relevantes sejam colegiadas.

 

Redução das competências

Zema defende redução das competências do STF, retirando temas criminais e tributários e transferindo julgamentos para instâncias como o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Propõe ainda proibir parentes de ministros de atuar na Corte e em órgãos de controle, vedar atividades paralelas e exigir indicações técnicas, sem vínculo político, com base em lista de juristas de carreira.

 

Corregedoria independente

Para moralizar o Judiciário, o plano prevê corregedoria independente para investigar ministros e possibilidade de responsabilização penal. Quanto ao controle externo, obriga o Senado a analisar pedidos de impeachment apoiados pela maioria dos senadores ou por iniciativa popular, e acaba com o foro privilegiado para mais de 50 mil autoridades, que passariam a ser julgadas na primeira instância.

 

Embate judicial

Gilmar Mendes pede investigação de Zema por vídeo de fantoches. Oposição reage com pedido de impeachment do ministro, queixa-crime contra Gonet e ofício a Fachin para encerrar inquérito das fake news. (Foto: Zeca Ribeiro / Agência Câmara)

Em resposta às críticas feitas por Zema, o ministro Gilmar Mendes enviou uma notícia-crime ao ministro Alexandre de Moraes pedindo a inclusão do ex-governador no inquérito das fake news. O motivo foi a publicação pelo pré-candidato do Novo de um vídeo satírico no qual bonecos representam ministros do STF, criticando decisões de Gilmar e Dias Toffoli no chamado “Caso Master”.

 

Ataque à honra

Gilmar Mendes argumentou que o conteúdo vilipendia a honra do tribunal e sua imagem pessoal. O vídeo faz referência à decisão de Gilmar que anulou a quebra de sigilos da empresa Maridth Participações, ligada à família de Toffoli. Zema classificou o pedido como “absurdo” e “atentado à democracia”, afirmando estar sendo tolhido em sua liberdade de expressão.

 

Mais um pedido de impeachment

Em reação, a oposição na Câmara, liderada pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), protocolou pedido de impeachment contra Gilmar Mendes. Também foram apresentadas queixas-crime contra Gilmar e contra o procurador-geral Paulo Gonet por omissão. O grupo enviou ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo o fim do inquérito das fake news.

 

Impacto digital

Zema atrai 406 mil menções e 4,1 milhões de interações ao bater de frente com STF. Em uma semana, o ex-governador mineiro ganhou dez vezes mais seguidores. Das dez mensagens mais populares do pré-candidato em 2026, sete atacam a Corte. (Foto: Rosinei Coutinho / STF)

O embate entre Romeu Zema e o STF tornou-se o tema que mais impulsionou o pré-candidato nas redes sociais em 2026, segundo levantamento da consultoria Bites. Entre 20 e 23 de abril, foram registradas 406 mil menções a Zema ou Gilmar Mendes, gerando mais de 4,1 milhões de interações na rede Xis, antigo Twitter, no Facebook, Instagram, Youtube e Bluesky.

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Engajamento nas redes

No período, Zema ganhou seguidores em proporção dez vezes maior que a média do ano. Dois vídeos do mineiro sobre o caso alcançaram 729 mil e 535 mil curtidas, respectivamente. Dos dez posts mais populares de Zema em 2026, sete atacam a Corte. O pré-candidato liderou a repercussão entre os postulantes ao Planalto na segunda e terça-feira, empatando com Lula e Flávio Bolsonaro na quarta.

 

Público anti-STF

A consultoria avalia que Zema percebeu que atacar o STF gera engajamento e atrai o público de direita que quer críticas diretas à Corte. O “Caso Master” teve 239 mil menções e 3,2 milhões de interações no mesmo período, mostrando como o novo embate superou o anterior em alcance. Zema publicou vídeos com inteligência artificial retratando ministros e o banqueiro Daniel Vorcaro.

 

Candidatura presidencial

Zema rechaça ser vice de Flávio Bolsonaro e diz “vou levar minha candidatura até o fim”. Ex-governador afirma ter endosso de Jair Bolsonaro para múltiplas pré-candidaturas de direita. (Foto: Reprodução / Poder360)

Romeu Zema (Novo) afirmou na tarde desta quarta, 22, em coletiva de imprensa na Câmara, que não foi procurado oficialmente pelo senador e também pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ), para compor chapa como vice e que manterá sua pré-candidatura à Presidência até o final. O ex-governador disse que existem três pré-candidatos de direita: ele, Flávio e Ronaldo Caiado (PSD-GO) e que levará a sua campanha até o último momento.

 

Estratégia de multi-candidaturas

Zema argumentou que eleições com múltiplas candidaturas de direita tendem a enfraquecer a esquerda, citando o exemplo do Chile, onde Antônio Kast venceu após primeiro turno com vários candidatos conservadores. Afirmou que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro endossa essa estratégia e que, em agosto de 2025, comunicou sua candidatura a Bolsonaro, que teria dito que “quanto mais candidatos à direita tiver, melhor”.

 

Recusa vice

Zema evitou falar diretamente sobre a possibilidade de compor como vice de Flávio Bolsonaro e garantiu que os três estarão juntos no segundo turno. Enquanto isso, militantes bolsonaristas demonstraram incômodo com a exposição midiática de Zema, mas Flávio mantém bom relacionamento com o ex-gestor mineiro, que figura nas bolsas de apostas para vice, posição que Zema jura não almejar.

 

Voz da Amazônia

Câmara de Belém promove sessão especial em 4 de novembro para debater a crise climática com vereadores da região metropolitana, um ano após a realização da COP-30 em Belém. (Foto: Divulgação / PMB)

A Câmara Municipal de Belém realizará no dia 4 de novembro de 2026 uma sessão especial intitulada de “vereadores da COP-30: A Voz da Amazônia para o Mundo”. O evento convidará vereadores de toda a região metropolitana de Belém para debater a crise climática, contribuindo com as discussões da 30ª Conferência sobre Mudança no Clima das Nações Unidas (COP-30), que ocorreu na capital paraense em novembro do ano passado.

 

Propostas à ONU

As demandas e sugestões elaboradas durante a sessão serão encaminhadas aos líderes da Organização das Nações Unidas (ONU), como contribuição dos parlamentos municipais da região amazônica às pautas globais sobre meio ambiente e sustentabilidade. A iniciativa busca dar voz a representantes locais, mesmo sem participação direta na conferência.

 

Troca de experiências

O encontro também permitirá a troca de experiências e a apresentação de projetos e ações voltados à sustentabilidade, uso de energias renováveis, proteção ambiental e combate ao aquecimento global. A sessão ocorrerá no plenário jornalista Laércio Barbalho, sede da Câmara Municipal da capital paraense.

 

Democracia em debate

Alesp debate democracia com jurista italiano: Itália teve 75 primeiros-ministros desde 1948; Corte Constitucional garante estabilidade. No Brasil, Judiciário tem função contramajoritária, com garantias como vitaliciedade e inamovibilidade. (Foto: Bruna Sampaio / Alesp)

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) realizou aula especial com o jurista italiano Luca Mezzetti e o juiz brasileiro Alexandre Cunha Filho, comparando os sistemas constitucionais brasileiro (presidencialista) e italiano (parlamentarista). O evento integra o curso “Democracia: fundamentos, desafios e perspectivas” do Instituto Legislativo Paulista, alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16 da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Sistemas comparados

Mezzetti destacou que o multipartidarismo e a fragmentação na Itália geraram 75 trocas de primeiro-ministro desde 1948, devido à facilidade de moções de desconfiança. Apesar da instabilidade, o país possui administração pública estável e uma Corte Constitucional que atua como garantidora da democracia, assegurando direitos fundamentais não previstos no texto original, como proteção ambiental e de dados pessoais.

 

Judiciário garantidor

O juiz Cunha Filho ressaltou o papel contramajoritário do Judiciário brasileiro, contendo abusos dos poderes político e econômico. As garantias da magistratura (vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de vencimentos) são instrumentos necessários à independência, não privilégios. A judicialização de políticas públicas justifica-se quando direitos fundamentais não são efetivados, cabendo ao Judiciário proteger a dignidade humana.

 

Pós-COP-30

TCE-RS e Audicon realizaram congresso pós-Cop-30 com debates sobre fiscalização climática, agroecologia, adaptação a desastres e sustentabilidade multidimensional. (Foto: Divulgação / TCE-RS).

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-Rs), por meio da Escola de Gestão e Controle, e a Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon) realizaram o Congresso Internacional Rede de Controle e Pós-COP-30 realizado entre os dias 15 a 17 de abril.

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Controle e clima

O primeiro painel do último dia debateu o controle externo e clima no mundo, com representantes da América Latina, Europa e África. Foram apresentadas as experiências do Tribunal de Contas da União (TCU) em auditoria ambiental, a Rede Federal de Controle Público da Argentina focada em programas sociais e o Tribunal de Contas de Angola, que leva fiscalização ambiental à comunidade. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) abordou migração, meio ambiente e mudança do clima.

 

Adaptação e riscos

As palestras trataram ainda de agroecologia e o papel dos tribunais na implementação de políticas públicas de incentivo à produção orgânica e sustentável. Debateram-se prioridades para riscos, proteção social e resposta a desastres, apontando desafios climáticos no Rio Grande do Sul: chuvas extremas que danificam estradas e comunidades rurais, e estiagens prolongadas que causam erosão, perda de solo fértil e insegurança alimentar.

 

Sustentabilidade

Foram apresentadas melhorias na defesa civil entre 2023 e 2026 em áreas como estratégia, governança, logística, ajuda humanitária, gestão de risco, monitoramento, preparação e comunicação. O evento exibiu o Guia para Elaboração de Planos de Adaptação à Mudança do Clima, incluindo serviços ecossistêmicos, economia circular e direitos humanos. Na conferência magna, o jurista Juarez Freitas destacou o papel crucial dos tribunais de contas no respeito ao princípio constitucional da sustentabilidade multidimensional, exemplificado pelo controle do ciclo de vida em licitações sustentáveis.

 

Professor excelência

Prefeitura de Goiânia e Grupo Piracanjuba premiam 30 professores do 5º ano com viagem, smartphones e tablets, com base em proficiência em disciplinas como o português e matemática medida por uma avaliação estadual de proficiência. (Foto: Divulgação / PMG)

A prefeitura de Goiânia, em parceria com o Grupo Piracanjuba, realiza na próxima segunda-feira, 27, a entrega do prêmio “Professor Excelência”, no Teatro Sesi. Lançado em maio de 2025, o projeto visa incentivar a excelência pedagógica e valorizar docentes do 5º ano do Ensino Fundamental I que se destacaram em Língua Portuguesa e Matemática, com base nos resultados do Saego Alfa (avaliação estadual de proficiência).

 

Critérios e prêmios

Ao todo, 407 professores concorreram a 30 prêmios. A iniciativa reconhece tanto o destaque em proficiência quanto o crescimento da aprendizagem. Os vencedores ganharão viagem com acompanhante, smartphones e tablets de alta tecnologia. A ação busca aumentar a frequência escolar e evitar a evasão na transição dos alunos para uma nova fase de conhecimento.

 

Premiação inédita

A parceria público-privada entre a prefeitura e o Grupo Piracanjuba fortalece a política educacional municipal, valorizando o desempenho docente e promovendo a melhoria da qualidade do ensino. A premiação é um instrumento de incentivo à excelência, alinhado à avaliação externa de proficiência em Língua Portuguesa e Matemática.

 

Crescimento do Maranhão

Governador maranhense, Carlos Brandão PSB), celebra crescimento do estado de 4,0% em 2025, acima do Brasil, que registrou aumento de 2,3% e da região Nordeste, que registrou 2,5%. (Foto: Divulgação / Secom-Gov-MA)

O Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão cresceu 4,0% em 2025, superando o resultado do Brasil (2,3%) e do Nordeste (2,5%). No quarto trimestre de 2025, a alta foi de 4,1%, também acima das médias nacional (1,8%) e regional (2,4%). O desempenho consolidou o estado como realidade de crescimento consistente, gerando emprego e renda.

 

Indústria puxa

O setor industrial foi o principal destaque, com expansão de 10,9% em 2025, muito superior ao Brasil (1,4%) e ao Nordeste (2,4%). As indústrias de transformação avançaram 21,7%; extrativas subiram 5,8%; construção cresceu 5,6%; e serviços de água, esgoto e energia, 5,0%. A indústria consolidou-se como motor da economia maranhense.

 

Agropecuária forte

A agropecuária registrou crescimento de 10,3% em 2025, o segundo melhor entre os setores, acima do Nordeste (7,6%) e próximo do nacional (11,7%). A produção de grãos, especialmente soja, milho e mandioca, impulsionou o resultado. Os serviços cresceram 1,4%, com destaque para transportes (3,1%) e comércio (2,2%), enquanto finanças (-3,9%) e administração pública (-0,4%) recuaram.

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