O que era para ser um evento de arrancadas e manobras automotivas terminou em confusão com a Polícia Militar e três pessoas conduzidas à delegacia no distrito de Veranópolis, em Confresa, na tarde de domingo (20). Entre os detidos está o influenciador digital Ronim Sousa, de 28 anos, apontado no boletim de ocorrência como um dos organizadores do encontro.
A PM foi acionada após moradores denunciarem perturbação do sossego e riscos provocados pelas manobras realizadas em uma via próxima à BR-158. O evento, divulgado nas redes sociais como “Arrancadão X Malabarismo”, reunia uma grande quantidade de pessoas e veículos em uma área sem estrutura adequada de segurança.
Ao chegar ao local, os policiais encontraram crianças, adolescentes e idosos entre os espectadores, enquanto carros e motocicletas realizavam arrancadas, acelerações e outras manobras. A via também estava parcialmente bloqueada pelos veículos, segundo o registro da ocorrência.
Durante a fiscalização, os militares constataram veículos com alterações nos sistemas de escapamento, alguns sem placas e outros descaracterizados. Ao todo, 11 veículos foram removidos. A PM também informou que não havia barreiras de proteção, ambulância, equipe médica ou brigadistas para separar o público da área onde as manobras eram realizadas.
A situação ficou ainda mais tensa durante a tentativa de dispersar o público. Conforme o boletim, Ronim teria contestado a ação policial e incentivado participantes a reagirem contra os militares. Ele teria recebido ordem para interromper a conduta e se submeter à abordagem, mas, segundo a PM, desobedeceu e resistiu à condução.
Os policiais utilizaram algemas para realizar a prisão. Ainda de acordo com o registro, populares teriam tentado impedir a ação e retirar o influenciador dos policiais. Para controlar a aglomeração e garantir a segurança do perímetro, a equipe utilizou agente químico lacrimogêneo.
Além de Ronim, uma mulher de 31 anos e outro homem, de 38, também foram conduzidos. Os três foram levados inicialmente para a sede da 27ª Companhia Independente da PM e, posteriormente, apresentados à Polícia Civil de Confresa.
Em outra versão sobre o caso, Ronim negou ter organizado o evento e afirmou que estava no local apenas para divulgar a reinauguração de uma oficina. Segundo ele, a condução foi injusta e teria ocorrido em meio a uma suposta perseguição. O caso foi encaminhado à Polícia Civil para apuração das circunstâncias.



































