O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), reagiu às críticas do presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, e voltou a defender publicamente seu apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.
Em meio à pressão dentro da própria legenda, Cláudio afirmou que sua decisão foi tomada de forma independente e usou a defesa da liberdade como principal argumento. “Eu acredito na liberdade. Nós temos que escolher livremente, sem coerção, sem uso da força, sem violência”, declarou.
O prefeito também justificou a escolha pela relação que mantém com o Governo do Estado e pelos investimentos e parcerias, segundo ele, destinados a Rondonópolis. “Eu escolhi livremente apoiar o governador Otaviano Pivetta, porque tem sido parceiro de Rondonópolis”, afirmou.
Cláudio disse ainda que, como prefeito, possui responsabilidades com o município e que sua posição política também leva em consideração os interesses da cidade. “Eu tenho obrigações, eu tenho deveres a cumprir. O Otaviano Pivetta tem sido um parceiro em Rondonópolis e é por isso que eu apoio a reeleição”, declarou.
A reação ocorreu após Ananias Filho afirmar que prefeitos eleitos pelo PL teriam utilizado a estrutura da legenda para chegar ao poder e, posteriormente, passaram a apoiar Pivetta, contrariando o projeto do partido para o Governo. A declaração provocou respostas de integrantes da sigla que decidiram apoiar o governador.
Questionado diretamente sobre a acusação de ter usado o PL para se eleger e agora não apoiar o candidato da legenda, Cláudio rejeitou a afirmação e lembrou sua trajetória política. Segundo ele, foi eleito deputado estadual em 2022 pelo antigo PTB e obteve a maior votação para deputado estadual em Rondonópolis naquele pleito.
“Eu fui eleito deputado estadual pelo antigo PTB em 2022. Eu fui o deputado mais votado em Rondonópolis. Não existe isso. Não tem isso”, afirmou. O prefeito ainda classificou a cobrança como sem sentido e disparou: “Eu nem faço questão de responder. Eu acho que está perdendo tempo, fala bobagem”.
O episódio aumenta a tensão dentro do PL de Mato Grosso, que enfrenta divergências entre sua orientação eleitoral e o posicionamento de prefeitos que declararam apoio a Pivetta. Além de Cláudio, outros gestores da legenda também manifestaram apoio ao governador, enquanto a direção estadual abriu procedimentos para analisar a conduta dos filiados que contrariaram a orientação partidária.

































