O agricultor Antônio Galvan (Avante), candidato ao Senado por Mato Grosso, afirmou nesta quarta-feira (19) que o apoio da família Maggi ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é motivado por interesses financeiros, e não por afinidade ideológica. Ao citar os empresários Eraí e Blairo Maggi, Galvan disse que ambos apoiariam governos capazes de oferecer oportunidades econômicas ao grupo.
“Eles não são petistas, eles não são bolsonaristas, eles são dinheiristas”, afirmou Galvan. Segundo o candidato, a família teria se afastado do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) porque a distribuição de recursos destinados ao setor produtivo teria sido alterada, enquanto, nos governos petistas, os empresários teriam ampliado seus negócios.
Galvan também mencionou a criação do Banco Maggi durante o governo de Dilma Rousseff (PT) e afirmou que o apoio político estaria relacionado às possibilidades de obtenção de recursos. “Eles têm mais do que a obrigação de querer apoiar, mas sinto que eles não apoiam esse mandato que está aí pela forma como vem sendo gerido, e sim pelo que eles têm de oportunidade de buscar recursos”, declarou.
Ao final, Galvan disse não ter críticas ao PT como partido, mas à condução do atual governo e à atuação de integrantes de instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF). O agricultor, que já foi investigado por suposto envolvimento em atos antidemocráticos após a eleição de 2022, afirmou que os problemas estariam ligados às ações de integrantes das instituições, e não necessariamente às siglas ou aos órgãos que representam.




































