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Radiografia SOBRETUDO / PSD

O partido de João Rodrigues tenta transformar força majoritária em bancada

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O PSD chega às eleições de 2026 com uma vantagem que poucos partidos conseguem apresentar: tem candidato próprio ao Governo do Estado e uma estrutura política espalhada por praticamente todas as regiões de Santa Catarina.

João Rodrigues é o principal ativo majoritário da legenda.

Mas a eleição proporcional conta outra história.

O PSD precisa transformar a força do 55 em votos para deputado e, principalmente, reconstruir sua presença na Assembleia Legislativa depois de transferir Júlio Garcia para a disputa federal.

A nominata reúne 14 candidatos a deputado federal e 20 candidatos a deputado estadual.

O partido, portanto, não entra na eleição apenas para disputar o Governo. Entra também para reorganizar sua própria representação no Congresso e na Assembleia.

A Câmara: Júlio Garcia é a grande aposta

A nominata federal do PSD é:

Ana Reiter, Cristiano da Proteção Animal, Deise Cardoso, Edi Folle, Henrique Folster, João Martins, Júlio Garcia, Pastor Ascendino Batista, Patrícia Lisboa, Raimundo Colombo, Silvio Alexandre Zancanaro, Terezinha Dybas, Trevisan e Vanessa Witiuk da Causa Animal.

Aqui, a concentração de força é evidente.

Júlio Garcia ★★★★★ | Muito forte

É o principal nome da chapa federal.

Garcia deixa a Assembleia para disputar a Câmara carregando uma trajetória parlamentar construída ao longo de décadas e uma rede política espalhada pelo Estado.

Não começa uma campanha do zero.

Leva para a disputa a experiência de quem já ocupou posições centrais na política catarinense e conhece a estrutura eleitoral de diferentes regiões.

Probabilidade: muito alta.

Raimundo Colombo ★★★★☆ | Forte

Ex-governador e ex-senador, Colombo possui um dos maiores patrimônios políticos da nominata.

Depois de disputar o Senado em 2022, retorna à eleição proporcional em um cenário diferente.

O desafio é transformar trajetória e reconhecimento em votação suficiente para uma cadeira na Câmara.

É uma candidatura que não pode ser tratada como composição.

Probabilidade: alta.

Trevisan ★★★★☆ | Competitivo

Ex-prefeito de São Miguel do Oeste, representa uma tentativa clara de transformar a força política do Extremo Oeste em representação federal.

Sua principal vantagem é a capacidade de concentrar votos em uma região onde o PSD possui presença política.

O desafio é ampliar essa votação regional até um patamar capaz de colocá-lo na disputa por uma cadeira.

Probabilidade: média/alta.

Cristiano da Proteção Animal ★★★☆☆ | Corre por fora

Tem uma pauta eleitoral específica e capacidade de dialogar com um segmento organizado do eleitorado.

Parte, porém, atrás das candidaturas com maior estrutura política e trajetória eleitoral.

Probabilidade: média/baixa.

Deise Cardoso ★★★☆☆ | Corre por fora

Advogada, ex-vereadora de Laguna e candidata à Prefeitura do município em 2024, chega à disputa federal com uma base regional no Sul.

É uma candidatura que pode contribuir para a distribuição territorial dos votos do PSD.

Probabilidade: média/baixa.

Ana Reiter ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata federal e contribui para a presença territorial do partido.

Probabilidade: baixa.

Edi Folle ★★☆☆☆ | Composição

Integra a chapa federal e ajuda na composição territorial.

Probabilidade: baixa.

Henrique Folster ★★☆☆☆ | Composição

Candidatura que amplia a presença regional do PSD.

Probabilidade: baixa.

João Martins ★★☆☆☆ | Composição

Empresário de Brusque, chega à disputa federal depois de ter concorrido à Prefeitura do município em 2024.

É uma candidatura com inserção local, mas ainda distante dos nomes centrais da chapa.

Probabilidade: baixa.

Pastor Ascendino Batista ★★☆☆☆ | Composição

Pode trabalhar um eleitorado específico, mas ainda parte atrás dos principais nomes da chapa.

Probabilidade: baixa.

Patrícia Lisboa ★★☆☆☆ | Composição

Contribui para a presença territorial e feminina da nominata.

Probabilidade: baixa.

Silvio Alexandre Zancanaro ★★☆☆☆ | Composição

Ex-prefeito de Campos Novos, traz experiência administrativa e uma base regional no Meio-Oeste.

É um nome que contribui para a distribuição territorial da chapa, mas ainda parte atrás dos principais candidatos.

Probabilidade: baixa.

Terezinha Dybas ★★☆☆☆ | Composição

Integra a chapa federal e contribui para sua distribuição regional.

Probabilidade: baixa.

Vanessa Witiuk da Causa Animal ★★☆☆☆ | Composição

Tem uma pauta eleitoral específica, mas ainda não aparece entre as candidaturas centrais da chapa.

Probabilidade: baixa.

A conta federal

O PSD tem uma candidatura muito forte, uma candidatura forte e uma terceira candidatura competitiva.

Júlio Garcia é a principal aposta.

Raimundo Colombo tem peso político suficiente para disputar a segunda cadeira.

Trevisan é o nome que pode alterar essa equação se conseguir transformar a força do Extremo Oeste em uma votação regional muito concentrada.

A profundidade, porém, é limitada.

Projeção SOBRETUDO

1 a 2 deputados federais

Cenário central: 2

Três cadeiras, neste momento, exigiriam uma combinação eleitoral acima do esperado.

A Assembleia: aqui o PSD tem mais profundidade

A nominata estadual reúne 20 candidatos:

Berlanda, Beto Kuerten Marcelino, Cide Machado, Clésio Salvaro, Diego Machado, José Thomé, Landa da Rosa Costa, Liba, Marlene Fengler, Mário Motta, Mozara Schadeck, Napoleão Bernardes, Neuri Mantelli, Pacheco, Pri Fernandes Adote, Ricardo Pastrana, Sheyla Chaves, Tigrão, Vivian Quiquio e Voltolini Taxista.

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É uma chapa mais profunda que a federal.

E há quatro nomes que formam um núcleo de primeira linha.

Mário Motta ★★★★★ | Muito forte

É uma das principais apostas do partido.

Motta foi eleito em 2022 com votação expressiva e construiu uma base própria a partir de sua trajetória como comunicador e do mandato na Assembleia.

Agora disputa a reeleição com maior conhecimento do eleitorado e uma estrutura política própria.

Probabilidade: muito alta.

Napoleão Bernardes ★★★★★ | Muito forte

Ex-prefeito de Blumenau e deputado estadual, Napoleão chega à disputa com uma base consolidada no Vale do Itajaí.

Sua trajetória executiva e parlamentar lhe dá densidade própria e capacidade de concentração regional de votos.

Probabilidade: muito alta.

Berlanda ★★★★★ | Muito forte

Deputado estadual e dono de uma base eleitoral consolidada, chega à reeleição com estrutura própria e histórico de votação expressivo.

É um nome que não depende exclusivamente da força partidária.

Probabilidade: muito alta.

Clésio Salvaro ★★★★★ | Muito forte

É a grande peça nova da equação estadual.

Ex-prefeito de Criciúma e uma das principais lideranças políticas do Sul, Salvaro acrescenta densidade eleitoral à nominata em uma região estratégica.

Sua candidatura também tem função dentro da operação do PSD: enquanto Júlio Garcia busca uma cadeira federal, Salvaro representa a tentativa de preservar a força do partido no Sul na Assembleia.

Probabilidade: muito alta.

Pacheco ★★★★☆ | Forte

Rogério Pacheco, nome de urna Pacheco, foi prefeito de Concórdia por dois mandatos e traz uma base administrativa e eleitoral importante no Alto Uruguai.

É um dos nomes mais capazes de disputar uma cadeira logo abaixo do núcleo principal.

Probabilidade: alta.

Beto Kuerten Marcelino ★★★★☆ | Competitivo

Ex-prefeito de Braço do Norte, representa uma candidatura com força municipal e regional no Sul.

Sua presença aumenta a profundidade da chapa e coloca mais uma candidatura do partido na disputa pelas cadeiras intermediárias.

Probabilidade: média/alta.

José Thomé ★★★★☆ | Competitivo

Ex-prefeito de Rio do Sul, acrescenta ao PSD uma liderança com experiência executiva e inserção regional no Alto Vale.

Não está no mesmo patamar dos quatro nomes principais, mas tem densidade suficiente para entrar na disputa pelas cadeiras intermediárias.

Probabilidade: média/alta.

Liba ★★★★☆ | Competitivo

Ex-prefeito de Navegantes, acrescenta ao partido uma base importante no Litoral Norte e no Vale do Itajaí.

É uma candidatura que pode crescer com a estrutura regional do PSD.

Probabilidade: média.

Marlene Fengler ★★★☆☆ | Competitiva

Ex-deputada estadual e liderança histórica do PSD catarinense, retorna à disputa proporcional.

Sua experiência política e inserção partidária são ativos, embora a disputa por uma cadeira seja mais apertada diante da quantidade de candidaturas fortes da própria legenda.

Probabilidade: média.

Ricardo Pastrana ★★★☆☆ | Competitivo

Tem uma base própria na Grande Florianópolis e chega à disputa estadual com presença política na Capital.

Pode crescer durante a campanha, especialmente se conseguir concentrar sua votação regional.

Probabilidade: média.

Neuri Mantelli ★★★☆☆ | Corre por fora

Tem presença regional e pode disputar uma das cadeiras intermediárias caso consiga concentrar sua votação.

Probabilidade: média/baixa.

Cide Machado ★★★☆☆ | Corre por fora

Representa a Serra Catarinense e acrescenta ao PSD uma presença territorial importante.

O desafio é transformar essa inserção regional em votação suficiente para entrar na faixa de eleição.

Probabilidade: média/baixa.

Diego Machado ★★☆☆☆ | Corre por fora

Tem presença regional e contribui para a distribuição territorial da chapa.

Probabilidade: baixa.

Landa da Rosa Costa ★★☆☆☆ | Composição

Tem presença política na Serra e contribui para a representação regional do PSD.

Probabilidade: baixa.

Mozara Schadeck ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata estadual e contribui para a presença territorial da legenda.

Probabilidade: baixa.

Pri Fernandes Adote ★★☆☆☆ | Composição

Tem uma pauta específica e contribui para a composição da chapa.

Probabilidade: baixa.

Sheyla Chaves ★★☆☆☆ | Composição

Contribui para a presença territorial e feminina do PSD.

Probabilidade: baixa.

Tigrão ★★☆☆☆ | Composição

Integra a nominata estadual e pode trabalhar uma base eleitoral específica.

Probabilidade: baixa.

Vivian Quiquio ★★☆☆☆ | Composição

Integra a composição estadual do partido.

Probabilidade: baixa.

Voltolini Taxista ★★☆☆☆ | Composição

Tem histórico anterior de disputa eleitoral, mas parte distante do grupo principal.

Probabilidade: baixa.

A conta estadual

Aqui está a principal diferença em relação à Câmara.

O PSD tem quatro nomes muito fortes: Mário Motta, Napoleão Bernardes, Berlanda e Clésio Salvaro.

Logo atrás aparecem Pacheco, Beto Kuerten Marcelino e José Thomé.

E existe ainda um terceiro grupo formado por Liba, Marlene Fengler, Ricardo Pastrana, Neuri Mantelli e Cide Machado.

Isso dá ao partido capacidade de distribuir votos por várias regiões do Estado e reduz a dependência de poucos candidatos.

Projeção SOBRETUDO

4 a 6 deputados estaduais

Cenário central: 5

Quatro cadeiras são um cenário bastante plausível.

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Cinco é o ponto central da projeção.

Se dois nomes do segundo grupo conseguirem superar as expectativas, a sexta cadeira entra no radar.

O fator João Rodrigues

João Rodrigues é o maior ativo eleitoral do PSD.

A candidatura ao Governo permite ao partido montar uma campanha estadualizada, com palanques, prefeitos, vereadores e lideranças distribuídos pelo território.

Isso pode ajudar diretamente as candidaturas proporcionais.

Mas existe uma divisão inevitável.

O eleitor que vota em João Rodrigues para governador não necessariamente votará em um candidato do PSD para deputado.

O partido terá de transformar a força do 55 em uma estrutura capaz de impulsionar também seus candidatos proporcionais.

A candidatura majoritária abre portas.

A eleição proporcional exige que cada candidato consiga atravessá-las.

O fator Júlio Garcia

A transferência de Júlio Garcia para a Câmara é uma das decisões mais importantes da estratégia eleitoral do PSD.

Ele deixa a Assembleia justamente quando o partido precisa reorganizar sua bancada.

Sua saída abre espaço para uma nova distribuição interna de forças.

Clésio Salvaro é o nome que melhor representa essa tentativa de recomposição, especialmente no Sul.

A operação, portanto, tem duas frentes.

Garcia precisa buscar uma votação federal suficientemente alta para justificar a mudança.

Salvaro precisa transformar sua força regional em uma cadeira estadual.

Se os dois funcionarem, o PSD pode ganhar uma cadeira em Brasília sem perder o peso que tinha no Sul da Assembleia.

Veredicto SOBRETUDO

O PSD chega a 2026 com uma situação particular.

É mais forte na majoritária do que na federal proporcional.

João Rodrigues dá ao partido uma estrutura estadualizada.

Júlio Garcia é a principal aposta para a Câmara.

Raimundo Colombo traz patrimônio político.

Trevisan representa uma tentativa de transformar a força do Extremo Oeste em representação federal.

Na Assembleia, porém, o cenário é mais robusto.

Mário Motta, Napoleão Bernardes, Berlanda e Clésio Salvaro formam um núcleo de quatro candidaturas muito fortes.

Pacheco, Beto Kuerten Marcelino e José Thomé dão profundidade ao segundo grupo.

Liba, Marlene Fengler, Ricardo Pastrana, Neuri Mantelli e Cide Machado completam uma faixa capaz de provocar mudanças na composição final da bancada.

Projeção SOBRETUDO

Câmara dos Deputados: 1 a 2 cadeiras
Cenário central: 2

ALESC: 4 a 6 cadeiras
Cenário central: 5

Federal

1. Júlio Garcia ★★★★★ | Muito forte
2. Raimundo Colombo ★★★★☆ | Forte
3. Trevisan ★★★★☆ | Competitivo
4. Cristiano da Proteção Animal ★★★☆☆ | Corre por fora
5. Deise Cardoso ★★★☆☆ | Corre por fora
6. Ana Reiter ★★☆☆☆ | Composição
7. Edi Folle ★★☆☆☆ | Composição
8. Henrique Folster ★★☆☆☆ | Composição
9. João Martins ★★☆☆☆ | Composição
10. Pastor Ascendino Batista ★★☆☆☆ | Composição
11. Patrícia Lisboa ★★☆☆☆ | Composição
12. Silvio Alexandre Zancanaro ★★☆☆☆ | Composição
13. Terezinha Dybas ★★☆☆☆ | Composição
14. Vanessa Witiuk da Causa Animal ★★☆☆☆ | Composição

Estadual

1. Mário Motta ★★★★★ | Muito forte
2. Napoleão Bernardes ★★★★★ | Muito forte
3. Berlanda ★★★★★ | Muito forte
4. Clésio Salvaro ★★★★★ | Muito forte
5. Pacheco ★★★★☆ | Forte
6. Beto Kuerten Marcelino ★★★★☆ | Competitivo
7. José Thomé ★★★★☆ | Competitivo
8. Liba ★★★★☆ | Competitivo
9. Marlene Fengler ★★★☆☆ | Competitiva
10. Ricardo Pastrana ★★★☆☆ | Competitivo
11. Neuri Mantelli ★★★☆☆ | Corre por fora
12. Cide Machado ★★★☆☆ | Corre por fora
13. Diego Machado ★★☆☆☆ | Corre por fora
14. Landa da Rosa Costa ★★☆☆☆ | Composição
15. Mozara Schadeck ★★☆☆☆ | Composição
16. Pri Fernandes Adote ★★☆☆☆ | Composição
17. Sheyla Chaves ★★☆☆☆ | Composição
18. Tigrão ★★☆☆☆ | Composição
19. Vivian Quiquio ★★☆☆☆ | Composição
20. Voltolini Taxista ★★☆☆☆ | Composição

Principal força

João Rodrigues e a estrutura majoritária do PSD em Santa Catarina.

Maior ativo eleitoral

A profundidade da nominata estadual, com quatro candidaturas muito fortes e um segundo grupo capaz de disputar cadeiras.

Maior risco

A concentração da força federal em poucos nomes e a disputa pelo voto proporcional dentro de uma aliança majoritária ampla.

Candidato que pode surpreender

Trevisan na disputa federal.

Na Assembleia, Beto Kuerten Marcelino aparece como um dos nomes que pode alterar a conta das cadeiras intermediárias.

Grande questão

O PSD conseguirá transformar o 55 de João Rodrigues em votos suficientes para reconstruir sua bancada proporcional?

O partido tem o candidato ao Governo.

Tem Júlio Garcia para a Câmara.

Tem Raimundo Colombo.

Tem quatro nomes muito fortes na Assembleia.

Tem ainda um segundo grupo estadual com capacidade eleitoral.

Mas a eleição proporcional não será decidida apenas pela força de João Rodrigues.

Será decidida pela capacidade de cada candidato de transformar sua própria rede política em voto.

O PSD chega forte para disputar o Governo. Na Câmara, precisa transformar poucos nomes de grande peso em bancada. Na Assembleia, chega mais profundo e com condições reais de ampliar sua representação.

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