MATO GROSSO

Fávaro rebate rótulo de “traidor” e defende postura de centro

Fávaro também participará de painéis sobre “Uma Só Saúde” e comércio agrícola sustentável com a OCDE, além de realizar reuniões bilaterais com diversos países. (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

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O senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) rebateu nesta terça-feira (25) acusações de incoerência política e o rótulo de “traidor” por sua aproximação com a centro-esquerda. Em sabatina no Jornal do Meio-Dia, ele afirmou que sua atuação segue a linha do PSD, partido que classificou como de centro, e disse que nunca recebeu apoio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Ninguém trai quem nunca foi apoiado. […] Na primeira eleição, o ex-presidente Bolsonaro apoiou a ex-juíza Selma Arruda. Na segunda eleição, ele apoiou a coronel Fernanda. Portanto, não tem como me trair se ele nunca me apoiou. […] Eu faço parte do PSD, um partido de centro, que busca dar governabilidade às políticas públicas”, afirmou. Fávaro também defendeu a proibição das bets e relacionou o endividamento das famílias ao avanço das apostas eletrônicas.

No debate sobre o agronegócio, o senador comparou os planos safras dos governos Bolsonaro e Lula e afirmou que os quatro programas do atual mandato somam R$ 2 trilhões, contra R$ 700 bilhões nas quatro edições da gestão anterior. Ele também criticou os juros elevados e disse que o setor enfrenta restrição de crédito em meio ao aumento das recuperações judiciais. Sobre os R$ 30 milhões em emendas destinados a Jangada, negou irregularidades e citou relatório da CGU que, segundo ele, não apontou sobrepreço ou corrupção nas obras.

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Ao tratar da eleição, Fávaro defendeu a aliança construída para a disputa e fez um balanço de sua atuação como senador e ministro da Agricultura. “Eu trouxe, nesse período de sete anos, como senador e ministro da Agricultura, quatro bilhões de reais para os 142 municípios de Mato Grosso. Eu mostrei que sou um senador municipalista de verdade, não olhei bandeira partidária”, afirmou. Ao final, pediu apoio para permanecer no Congresso Nacional.

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