MATO GROSSO

APROVADO NA CÂMARA

Fávaro comemora aprovação do fim da escala 6×1 e diz que trabalhador “merece viver”

Foto: Reprodução

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O senador Carlos Fávaro (PSD), ex-ministro da Agricultura do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comemorou a aprovação do projeto que prevê o fim da escala 6×1, aprovada por ampla maioria na Câmara Federal nesta quarta-feira (27). Em entrevista à imprensa, o parlamentar classificou a proposta como um avanço importante nas relações de trabalho e afirmou que a medida pode mudar diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.

A proposta, que agora segue para análise do Senado, ganhou forte repercussão nacional por atingir um dos temas mais debatidos entre trabalhadores nos últimos anos: a rotina intensa de quem trabalha seis dias seguidos para descansar apenas um. Nos bastidores políticos, a expectativa é de que a tramitação no Senado aconteça de forma acelerada devido ao forte apelo popular da pauta.

Durante a entrevista, Fávaro afirmou que o fim da escala 6×1 representa mais do que uma mudança trabalhista. Segundo ele, a medida simboliza respeito à dignidade do trabalhador brasileiro. “O fim da escala 6×1 representa um avanço civilizatório. É o reconhecimento de que o trabalhador brasileiro merece mais equilíbrio, mais respeito e mais tempo para viver”, declarou.

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O senador também destacou que jornadas excessivas acabam afetando diretamente a saúde física, emocional e familiar da população. Para ele, o trabalhador precisa ter condições mínimas de descanso e convivência social para conseguir desempenhar bem suas funções. “Ninguém trabalha bem quando não tem tempo para descansar, conviver com a família, estudar, cuidar da própria saúde e viver a sua cidade”, afirmou o parlamentar.

Fávaro ainda ressaltou que crescimento econômico não pode ser construído às custas do desgaste extremo dos trabalhadores. Em tom enfático, defendeu que produtividade e desenvolvimento precisam caminhar junto com qualidade de vida. “O Brasil precisa crescer, gerar emprego e fortalecer a economia, mas esse desenvolvimento também precisa chegar à vida real das pessoas. Produtividade não pode significar exaustão. Trabalho não pode ser sinônimo de adoecimento”, pontuou.

O ex-ministro reconheceu que mudanças nas relações trabalhistas exigem diálogo entre governo, Congresso e setores produtivos, principalmente diante das diferentes realidades econômicas do país. Ainda assim, reforçou que o debate precisa avançar e que o Brasil deve acompanhar modelos considerados mais modernos nas relações de trabalho.

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Encerrando a entrevista, Fávaro voltou a defender a proposta e afirmou que o país precisa construir relações trabalhistas mais equilibradas e humanas. “O caminho correto é esse: construir uma relação de trabalho mais justa, moderna e humana”, concluiu o senador ao comentar a aprovação do projeto que promete provocar uma das maiores mudanças na jornada de trabalho dos últimos anos no país.

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