Os representantes do governo de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, chegaram a Moscou neste sábado (5) para discutir com autoridades russas possíveis caminhos para encerrar a guerra na Ucrânia. A visita ocorre em meio à intensificação dos ataques russos contra território ucraniano e às tentativas dos Estados Unidos de aproximar as partes envolvidas no conflito. No aeroporto de Vnukovo, a delegação americana foi recebida por Kirill Dmitriev, representante especial do presidente Vladimir Putin.
A passagem pela Rússia deve ser seguida por uma viagem a Kiev, prevista para domingo, que seria a primeira visita dos dois enviados americanos à capital ucraniana. Pouco antes da chegada da delegação, o Kremlin informou que Putin determinou a suspensão de ataques contra Kiev durante três dias, a partir da meia-noite de sábado. Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, a medida estaria relacionada à preparação dos encontros entre os representantes dos Estados Unidos e autoridades ucranianas.
A missão ocorre em um momento de forte tensão militar. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que dois aeroportos próximos a Kiev foram atingidos por mísseis russos, entre eles o de Boryspil, que anteriormente concentrava voos internacionais. Zelensky também alertou para a falta de interceptadores de defesa aérea, o que, segundo ele, deixou o país mais vulnerável aos ataques russos. Na sexta-feira (4), um ataque também atingiu diretamente a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia, em Kiev.
Trump afirmou que Witkoff e Kushner levam à Rússia uma proposta para tentar colocar fim ao conflito e demonstrou confiança em um possível avanço diplomático. Moscou, porém, sinalizou que não pretende abrir mão de suas posições e defendeu que qualquer negociação considere a atual situação no campo de batalha. O governo ucraniano também declarou estar disposto a discutir alternativas realistas para encerrar a guerra, enquanto as forças russas continuam avançando em áreas estratégicas da região de Donetsk, no leste da Ucrânia.
Da Redação, com informações da CNN Brasil.



















