O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou em entrevista nesta quarta-feira (6) que é hora de retirá-lo da Corte. Segundo o parlamentar, Moraes estaria desestabilizando a democracia brasileira com decisões unilaterais e autoritárias, especialmente contra lideranças de direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Alexandre de Moraes tem causado um verdadeiro alvoroço e prejudicado muito o Brasil. Em um momento em que o Congresso e o Governo deveriam debater temas importantes, o processo político está completamente bagunçado por culpa dele”, afirmou Diego. Para o deputado, a permanência do ministro no STF compromete o equilíbrio entre os Poderes da República.
Ao comentar a assinatura do senador Jaime Campos (União) em favor da CPI contra Moraes, Diego elogiou a atitude. “Jaime ouviu as vozes das ruas. Mato Grosso não aguenta mais ouvir falar de Alexandre de Moraes. Foi uma decisão acertada, ainda que tardia”, disparou.
O deputado também rebateu críticas feitas por lideranças bolsonaristas ao governador Mauro Mendes, por não se manifestar publicamente contra o ministro do STF. “Não existe mais ‘direita e mais direita’. Todos estão inclusos, como Tarcísio, Caiado, Ratinho, Pivetta e Mauro Mendes. Uns se posicionam de forma mais equilibrada, outros de forma mais radical”, ponderou.
Questionado sobre a decisão judicial que impôs uso de tornozeleira eletrônica a Bolsonaro, Diego classificou como exagerada e afirmou que a ordem foi ambígua. “A decisão não deixava claro se ele poderia ou não falar em uma conversa particular, ou ser filmado por outra pessoa. Foi mais uma tentativa de silenciar Bolsonaro. Alexandre extrapolou de novo”, criticou.
Guimarães foi além e disse que o ministro do STF age motivado por questões pessoais. “Ele está agindo por impulso, por ódio e por vingança contra Bolsonaro e contra toda a direita brasileira”, acusou.
Apesar da polêmica, o parlamentar defendeu que a direita deve manter a união e apontou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como principal nome caso Bolsonaro não possa disputar a Presidência. “Tarcísio é hoje o número dois da direita no país. É uma alternativa viável para 2026”, concluiu.
































