A confirmação da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros gerou forte repercussão no país. Em conversa com os jornalistas nesta sexta-feira (17), o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) minimizou os efeitos da medida e afirmou que Mato Grosso praticamente não será afetado, já que os principais produtos exportados pelo Estado ficaram fora da taxação.
Segundo Pivetta, cerca de mil itens foram excluídos da medida, incluindo carne bovina, ouro e madeira serrada, principais produtos enviados por Mato Grosso ao mercado norte-americano. Para ele, a repercussão em torno do assunto é maior do que os impactos reais.
“Foi feita essa taxação, mas foi excluído mil produtos do portfólio. Então, me parece que não sobrou nada para ser taxado. E essa conversa, essa gritaria que está sendo feita, pra mim é inócua. Ninguém ganha e ninguém perde. Só o povo que fica ouvindo, sendo por um lado ou pelo outro. Para nós, é zero impacto.”
O governador também comparou a situação ao ditado da “tosquia de porco”, afirmando que há muito alarde, mas poucos efeitos práticos.
“Isso aí é que nem tosa de porco. É bastante grito e pouca lã. Você já viu porco sendo tosado? Impossível. Então, você segura ele e é uma gritaria do cão. Não acontece nada, só que ele grita muito.”
Na sequência, Pivetta voltou a defender que a medida não altera a economia de Mato Grosso e atribuiu a repercussão ao ambiente político. “É mais ou menos isso que está acontecendo no Brasil. Todo mundo se apegando nisso, com fins eleitoreiros. No Brasil, para nós, não muda nada, absolutamente nada. Nós não temos os Estados Unidos como mercado importante para nós. A carne está fora dessa tributação.”
Levantamento da Gerência de Desenvolvimento Industrial com Internacionalização do Sistema Fiemt aponta que **93,85% das exportações de Mato Grosso para os Estados Unidos em 2026 permanecem livres da tarifa adicional**, graças às exceções previstas pelo governo norte-americano. No Brasil, apenas **45,9% da pauta exportadora** continua isenta da medida, enquanto **31,6% das exportações nacionais** passaram a ser atingidas pelas tarifas da Seção 301, além de outras restrições comerciais.






























