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Dallas quer virar novo centro financeiro dos EUA com chegada de gigantes de Wall Street

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Durante mais de dois séculos, o mercado financeiro dos Estados Unidos teve um endereço praticamente incontestável: Wall Street, em Nova York. Mas esse cenário começa a mudar em 2026, com o Texas entrando de vez na disputa para se consolidar como o novo polo financeiro do país.

A movimentação ganhou força após uma série de incentivos fiscais e políticas pró-negócios implementadas no estado. O principal alvo é Dallas, cidade que já atrai investimentos bilionários de grandes instituições financeiras e se prepara para receber a Texas Stock Exchange, nova bolsa de valores criada para competir diretamente com os tradicionais mercados de Nova York.

A corretora de imóveis do Texas, Natalia Toreto, afirma que a mudança representa um momento histórico para a economia americana.

“Algo histórico está prestes a acontecer nos Estados Unidos. O Texas não quer apenas ser o estado da energia e do gado. Ele quer ser o dono do dinheiro”.

Segundo ela, o domínio financeiro de Nova York começa a ser questionado após décadas de concentração em Manhattan.

“Há mais de 200 anos, o centro financeiro dos Estados Unidos sempre foi um só lugar. Wall Street, em Nova York. A New York Stock Exchange”.

“A Nasdaq. Tudo concentrado em Manhattan. Mas isso está mudando, e rápido”.

Entre os principais fatores apontados para essa migração estão os custos operacionais mais baixos, a carga tributária reduzida e a qualidade de vida oferecida pelo Texas.

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Grandes instituições financeiras já começaram a expandir operações no estado. O Goldman Sachs anunciou investimento de US$ 500 milhões em um complexo empresarial para cerca de 5 mil funcionários em Dallas. Além disso, empresas como Bank of America, JPMorgan, Charles Schwab, BlackRock e Citadel Securities também ampliam presença na região.

“Nos próximos meses, nasce a Texas Stock Exchange. A bolsa de valores do Texas. Trazendo o eixo financeiro de Nova York direto pra Dallas”.

O projeto da nova bolsa já recebeu mais de US$ 250 milhões em investimentos e busca atrair empresas interessadas em operar fora de Manhattan.

“É o nascimento da Y’all Street, como estão chamando aqui. Diversos gigantes, como a BlackRock, Citadel Security, JP Morgan, Bank of America, Goldman Sachs, já estão investindo em operações por aqui. Foram mais de 250 milhões de dólares na criação do Texas Stock Exchange”.

A própria New York Stock Exchange também iniciou movimentações para o Texas. Parte das operações eletrônicas da bolsa já está sendo transferida para Dallas, acompanhando uma tendência observada nos últimos anos entre empresas que deixam Nova York em busca de custos menores.

“E a própria New York Stock Exchange está movendo operações eletrônicas pra Dallas. Isso acontece principalmente porque Nova York está ficando inviável. E operar em Dallas custa 40% a 60% menos que em Manhattan”.

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Outro atrativo citado por empresários e investidores é a ausência de imposto estadual sobre renda no Texas, benefício considerado estratégico para empresas e profissionais do setor financeiro.

“No Texas, temos zero income tax estadual, enquanto os impostos em Nova York são altíssimos. E o que isso significa pra quem mora aqui ou está pensando em se mudar para o Texas? Aumento de emprego no mercado financeiro de alto nível, aceleração das empresas locais e, principalmente, grande valorização do mercado imobiliário. Ter lugares no norte de Dallas com acesso direto a downtown já estão se valorizando antes da inauguração”.

A expectativa é que a transformação econômica provoque impactos diretos também no setor imobiliário da região, especialmente em bairros próximos ao centro financeiro de Dallas, onde investidores já observam aumento no valor dos imóveis antes mesmo da inauguração oficial da nova bolsa.

Especialistas avaliam que, embora Nova York continue sendo a principal referência financeira global, o crescimento acelerado do Texas pode criar uma divisão inédita no mercado americano, descentralizando parte das operações financeiras dos Estados Unidos pela primeira vez em larga escala.

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