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ARTIGO

‘Cuiabá 307 anos: minhas raízes, meu compromisso público’

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Cuiabá faz 307 anos. E não posso falar dessa cidade que não seja por dentro dela, mergulhando em sua história e me colocando em suas vivências. Como cuiabana de ‘tchapa e cruz’, nascida no Porto, é impossível não me lembrar de cada passo que me trouxe até aqui. De cada trajeto, dificuldades e vitórias que moldaram minha identidade, e construíram quem eu sou.

 

Antes de chegar onde hoje estou, atravessei caminhos que muita gente dessa cidade conhece: de dificuldade, esforço e de resistência. Lutando todos os dias para seguir em frente, principalmente, quando a vida não facilita.

 

Por isso quando falo de Cuiabá, não repito discurso, eu conto história. A minha, a de milhares de cuiabanos e daqueles que aportaram aqui, tornando-a igualmente sua terra. Ajudando a construí-la com trabalho duro e muita dignidade.

 

Ainda me lembro com nitidez das ruas do Porto e das travessias que fazíamos todos os dias. Quando aprendi o valor do esforço, da persistência e da educação como caminho de transformação. Não foi fácil. Nunca foi. Mas foi exatamente essa realidade que moldou.

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Hoje a capital mato-grossense chega aos seus 307 anos como um território de resistência. Carregando um tempo de fazimento, e de um povo que nunca esperou tudo pronto. Que aprendeu a enfrentar o calor, as distâncias, as desigualdades e, ainda assim, manter viva a sua identidade, sua hospitalidade e sua capacidade de acolher.

 

Claro, celebrar o aniversário de Cuiabá também exige olhar para frente com responsabilidade. Para uma capital que cresce, que avança impulsionada pelo agronegócio e por novos empreendimentos que abrem uma porta imensa de oportunidades. Mas que ainda possui grandes desafios, em uma realidade que não pode ser ignorada. Que precisa de mais infraestrutura, de planejamento e de inclusão. Mostrando que não basta crescer, é preciso garantir que esse crescimento chegue a todos.

 

Mas há algo que literalmente me encanta nesta terra: ela ser majoritariamente, feminina. São mulheres que sustentam famílias, que empreendem, que cuidam, que lideram. E isso precisa ser reconhecido nas políticas públicas, nas prioridades e nas decisões que definem o futuro da cidade.

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Assim, neste aniversário, não celebro apenas a história, muito antes sigo determinada a fazer com que essa cidade avance sem perder suas raízes. Porque representar Cuiabá não é apenas um papel institucional. É uma missão.

 

Por Gisela Simona 

Gisela Simona é cuiabana e Deputada Federal 

 

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