Na corrida pelo Governo de Mato Grosso, os candidatos Rafael Millas, do Missão, Maurício Coelho, do Mobiliza, e Laudicério Machado, do Agir, enfrentam uma barreira importante antes mesmo do início da campanha: nenhum deles terá direito a tempo de propaganda no rádio e na televisão.
Com chapas próprias e estruturas partidárias menores, os três candidatos ficaram fora da divisão do horário eleitoral gratuito porque suas siglas não atingiram os critérios estabelecidos pela Emenda Constitucional 97.
Entre as exigências estão a eleição de pelo menos 11 deputados federais distribuídos por nove estados ou a obtenção de, no mínimo, 2% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados em pelo menos nove unidades da Federação, com pelo menos 1% em cada uma delas.
Sem espaço no rádio e na televisão, a disputa ganha um novo contorno para os três candidatos. A internet passa a ser praticamente o principal palco para apresentar propostas e tentar conquistar eleitores.
Rafael Millas, Maurício Coelho e Laudicério Machado terão, portanto, o desafio de furar a barreira da baixa exposição e transformar as redes sociais em uma vitrine eleitoral.
Em uma eleição marcada pela presença de nomes com maior estrutura partidária e acesso ao horário eleitoral, os três candidatos precisarão apostar em criatividade, presença digital e comunicação direta para ganhar visibilidade.
A ausência no rádio e na televisão pode limitar o alcance das campanhas, mas também coloca as redes sociais no centro da estratégia dos chamados candidatos nanicos.
Agora, a batalha será para transformar curtidas, compartilhamentos e alcance digital em votos nas urnas.



































