Alerta no Planalto

De acordo com informações apuradas junto a fontes ligadas ao Planalto, a ofensiva militar dos EUA na Venezuela e o reforço da presença americana no Paraguai acenderam um alerta no governo brasileiro. Avalia-se que a queda de Nicolás Maduro não é um ato isolado com tentativa de controle sobre o governo bolivariano pelos Estados Unidos (EUA), faz parte de uma nova estratégia de defesa de Washington que busca manter a influência na América Latina. Essa movimentação tem levado assessores presidenciais e setores do Executivo a defender uma revisão urgente da doutrina de defesa nacional e do orçamento militar do Brasil. A preocupação central é a soberania sobre a Amazônia e a vulnerabilidade estratégica do país, agravada pela possibilidade de instalação de bases militares norte-americanas na região.
Alerta no Planalto 2

Dados do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI, de Stockholm International Peace Research Institute, em inglês) mostram que o Brasil caiu para a 21ª posição no ranking de gastos militares mundiais em 2024. O acordo sobre o estatuto das Forças Armadas entre EUA e Paraguai, assinado em dezembro, estabelece um arcabouço legal para a presença militar norte-americana naquele país. Fontes ligadas ao Planalto apontam que a vulnerabilidade militar do Brasil tornou-se um “risco existencial”. A percepção é que a estratégia agressiva do governo Trump, que busca controle de toda a América Latina, exige uma resposta que vá além da diplomacia. A possível instalação de uma base dos EUA próxima a Itaipu e o controle de recursos como o petróleo da Foz do Amazonas são vistas como ameaças diretas à soberania.
Investigações da PF tensionam Congresso

De acordo com informações apuradas junto a fontes ligadas ao Planalto e também do “centrão”, o ano de 2026 inicia com tensão elevada no Congresso Nacional devido ao avanço de investigações da Polícia Federal (PF), autorizadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), contra parlamentares. O clima é de apreensão, com o caso do deputado Félix Mendonça (PDT-BA) – alvo de mandados de busca e apreensão – servindo como um “alerta” de que os inquéritos não serão arquivados. O Supremo tem reafirmado o rigor constitucional, especialmente no questionamento do uso de emendas parlamentares perante indícios de desvio. A expectativa de impunidade que sustentou práticas políticas por anos começa a ruir, transformando a campanha eleitoral em um campo minado para investigados.
Governo busca enterrar “anistia light”

Em meio ao tensionamento causado pelas investigações da PF sobre valores destinados por parlamentares, o governo busca construir uma maioria em pelo menos uma das Casas para enterrar de vez o projeto da dosimetria, que também ficou conhecido como “anistia light”. De acordo com informações apuradas junto a fontes ligadas ao Planalto e também do “centrão”, o governo realizou um mapeamento detalhado dos votos da madrugada de 10 de dezembro. A estratégia é convencer ou garantir a ausência de pelo menos 35 deputados do “centrão” que votaram a favor do projeto, o que impediria os 257 votos necessários para derrubar o veto presidencial. O presidente Lula está pessoalmente envolvido nas negociações, buscando o apoio dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Governo confia em aprovação folgada de Messias

Em meio ao tensionamento causado pelas investigações da PF sobre valores destinados por parlamentares ao Orçamento da União, o governo busca construir uma maioria folgada no Senado para aprovar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF. Messias, que já conta com apoio formal da base católica, evangélica e religiosa do Congresso, deve ser aprovado na sabatina na CCJ, adiada em dezembro, e que deve ocorrer nas primeiras semanas de fevereiro, com o relator – senador Weverton (PDT) – já sinalizando parecer favorável. De acordo com informações apuradas junto a fontes ligadas ao Planalto e também do “centrão”, a reaproximação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi crucial para desarmar resistências iniciais. Aliados projetam agora até 60 votos favoráveis, superando amplamente os 41 necessários, em um movimento que conta com o apoio até de ministros do Supremo indicados pelo ex-presidente Bolsonaro.
PT baiano assume Justiça

Em meio à saída do ministro Ricardo Lewandowski, o governo resolveu apostar num advogado bem relacionado no Planalto e apoiado pelo PT baiano para substituir o ex-ministro. A aposta, apesar das bênçãos da Bahia, não agrada muito o PT paulista e também não resolve a situação em Minas Gerais, onde Lula tenta ter o senador Rodrigo Pacheco (PSD) como seu principal palanque no estado das alterosas. De acordo com informações apuradas junto a fontes ligadas ao Planalto e também do “centrão”, Wellington César Lima e Silva, até então advogado-geral da Petrobras, foi o nome escolhido após articulação do núcleo baiano do PT, encabeçada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Sua indicação busca equilibrar perfil técnico e capacidade de diálogo político, mas enfrenta resistências internas de setores do partido em São Paulo.
Associações apoiam novo ministro

Associações da área da Justiça e de segurança pública manifestaram apoio à indicação de Wellington César Lima e Silva para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) e entidades de carreiras policiais, como a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), emitiram notas congratulando o novo ministro. As entidades destacaram o perfil técnico e institucional de Lima e Silva, ex-procurador-geral da Bahia e ex-advogado-geral da Petrobras. Em comum, as associações expressaram expectativa de que sua gestão priorize o diálogo republicano entre os Poderes, o fortalecimento das instituições e o respeito às carreiras de Estado.
Santo Padre Cícero

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), entregou nesta quarta-feira, 14 de janeiro, uma imagem do Padre Cícero ao Papa Leão XIV, em uma audiência no Vaticano. Durante o encontro, o parlamentar cearense pediu celeridade no processo de beatificação e canonização do “Santo do Juazeiro”. Guimarães mantém a tradição de presentear papas com a estátua, tendo realizado gestos similares com Bento XVI e Francisco. A ação ocorre em um momento técnico crucial: o processo do Padre Cícero concluiu a fase diocesana em junho de 2025 e agora tramita no Dicastério para as Causas dos Santos, aguardando o reconhecimento das virtudes heroicas para que seja declarado Venerável. Além do simbolismo religioso, a agenda reforça a atuação do deputado como interlocutor das demandas do Ceará. José Guimarães busca se eleger senador em outubro.
Articulação contra veto que atingiu seguro rural

O presidente Lula vetou integralmente o trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que protegia do contingenciamento recursos do Seguro Rural, da Defesa Agropecuária e da Embrapa. A justificativa do Planalto foi de que a proteção reduziria a flexibilidade da gestão fiscal. A decisão desmonta uma articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que havia garantido a previsibilidade orçamentária para essas áreas durante a tramitação no Congresso. Dados mostram o agravamento do cenário: em 2024, o orçamento efetivo para o Seguro Rural caiu para R$ 820 milhões, menos de 60% da demanda. Já a cobertura de áreas cultivadas com seguro despencou de 17% em 2021 para 8% na última safra. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), classificou o veto como preocupante e afirmou que a bancada trabalhará para derrubá-lo assim que o Legislativo retomar os trabalhos em fevereiro.
Problemas da Braskem em Maceió

Pesquisadores independentes contestam estudos financiados pela Braskem e usados por órgãos federais para avaliar os riscos da subsidência, em Maceió. Em documento, os especialistas criticam o uso de pareceres de consultores contratados pela própria empresa mineradora, responsável pela extração de sal-gema que causou o afundamento de bairros. Eles defendem que o fenômeno atinge uma área mais ampla do que a oficialmente mapeada pela Defesa Civil, com danos significativos mesmo em locais com deslocamentos menores do solo. O relatório independente, encomendado pela Defensoria Pública de Alagoas, aponta que o critério de cinco milímetro por ano para definir risco não tem base técnica sólida. Os pesquisadores alertam que a subsidência é um processo dinâmico e de longo prazo, exigindo a revisão urgente do perímetro de segurança e a ampliação do monitoramento.






























