A mancada de Flávio Bolsonaro

Smartmatic
Diante de uma plateia de diplomáticas e representantes estrangeiros, Flávio Bolsonaro repetiu uma informação falsa já desmentida anteriormente pelo TSE: a de que a empresa venezuelana Smartmatic teria fornecido urnas eletrônicas para o Brasil. A mesma companhia é mencionada em documentos da CIA divulgados pela gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada.
Sistema eletrônico
Durante o discurso, o parlamentar defendeu a linha adotada por seu pai, Jair Bolsonaro, em encontro com diplomatas realizado em 2022, no qual o ex-presidente atacou o sistema eletrônico de votação.
“Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, é que tenha uma programação para alteração das votações naquele país”, disse Flávio Bolsonaro durante a reunião. Ele acrescentou: “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”.
Gilmar reage forte

‘Totalmente confiável’
Em declaração direta sobre o episódio, o ministro Gilmar Mendes rechaçou as insinuações do senador e defendeu a auditabilidade do processo de votação no país.
“Essas colocações do senador Flávio Bolsonaro são graves e absurdas. Nosso sistema eleitoral é totalmente confiável”, afirmou Gilmar Mendes. Para o decano do STF, o uso de relatórios ou episódios de outros países com o objetivo de colocar sob suspeição as urnas eletrônicas nacionais representa uma interferência indevida no debate público.
Flávio nega ataque
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a negar, por meio de uma nova nota oficial, que tenha questionado a integridade do sistema de votação brasileiro durante um evento promovido com diplomatas estrangeiros em Brasília. Apesar de o novo comunicado reiterar uma declaração de “integral confiança” nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral do país, o parlamentar evitou explicar ou retratar a menção a uma informação falsa sobre a origem dos equipamentos de votação utilizados no Brasil.
Desmentido oficial do TSE

O TSE reafirmou categoricamente que não existe qualquer vínculo entre a fabricação ou operacionalização do sistema de votação nacional e a empresa citada.
Conforme esclarecido pela Corte Eleitoral em nota oficial emitida ainda em 2017:
“As urnas eletrônicas brasileiras foram projetadas por técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas por meio de processos licitatórios públicos e de ampla concorrência”.

Flávio Bolsonaro reforçou seu esquema de segurança e passará a utilizar colete balístico de forma permanente. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (22), após a equipe do parlamentar afirmar que um levantamento identificou mais de 2 mil ameaças e manifestações de ódio dirigidas ao senador desde o início de junho.
Recusa à proteção da PF
O anúncio ocorre poucos dias após Flávio Bolsonaro informar que recusou a segurança oferecida pela Polícia Federal aos candidatos à Presidência da República. Como senador, ele já conta com proteção da Polícia Legislativa do Senado Federal e afirmou que permaneceria utilizando essa estrutura de segurança.
Kassab associa Tarcísio a Caiado

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, divulgou um convite para a convenção estadual da sigla em São Paulo que associa a imagem do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), movimento que provocou incômodo entre aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Convenção
A convenção do PSD está marcada para o próximo domingo (26), na capital paulista, e antecede imediatamente o ato de lançamento da campanha presidencial de Caiado. Embora Tarcísio tenha confirmado presença apenas na etapa partidária do evento, a divulgação de um material promocional reunindo os dois políticos reforçou especulações sobre uma aproximação pública que contrasta com o apoio já manifestado pelo governador paulista à candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
A cotada vice de Flávio Bolsonaro

‘Riscos fiscais’
Nas reuniões, Daniella apresentou ao setor financeiro a tese de que o grupo político de Flávio teria condições de enfrentar o que chamou de “riscos fiscais” deixados pela atual gestão. A abordagem econômica seguiu uma linha alinhada a demandas do mercado por ajuste fiscal e redução da máquina pública.
Périplo
A economista esteve em pelo menos três bancos — Itaú, BTG e XP — e também participou de uma conversa com integrantes da Eurasia, consultoria especializada em análise de risco político. Os encontros ocorreram em meio às articulações para consolidar Flávio como possível nome do PL ao Planalto.
Estrategista digital de Lula

Mudança
Com a mudança, Tiago Cesar passa a atuar ao lado do marqueteiro Raul Rabelo, que já havia sido incorporado à pré-campanha petista. A dupla assume funções semelhantes às desempenhadas pelo ministro da Secom, Sidônio Palmeira, durante a campanha presidencial de 2022.
Confiança
Segundo a publicação, tanto Tiago Cesar quanto Raul Rabelo são considerados pessoas de confiança de Sidônio Palmeira. O ministro permanecerá à frente da Secom até o fim do mandato presidencial, por decisão de Lula, enquanto seus auxiliares passam a atuar diretamente na estrutura eleitoral.
Merisio é oficializado em SC

O ex-deputado Gelson Merisio (PSB) foi oficialmente confirmado como candidato ao governo de Santa Catarina durante a noite de ontem (21), em Florianópolis. O anúncio ocorreu durante a realização simultânea das convenções partidárias das sete legendas que integram a chapa do Campo Democrático, em evento sediado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Trata-se da maior aliança de partidos progressistas já constituída na história das disputas eleitorais do estado.
Chapa completa
“Precisamos recuperar Santa Catarina das garras dos extremistas, recuperar os bons indicadores, pois hoje o que temos é um estado que vive de propaganda, enquanto a nossa educação e a nossa saúde apresentam números vergonhosos”, declarou Merisio.
União mantém Canella ao Senado

União Brasil insiste formalmente na indicação de Márcio Canella como único candidato da legenda para uma vaga ao Senado pelo estado do Rio de Janeiro, dentro da chapa apoiada por Flávio Bolsonaro (PL). Os dirigentes do partido já mandaram o recado direto ao PL de que o ex-prefeito de Belford Roxo é o único nome considerado e trabalhado pela sigla para a composição da disputa fluminense.
Forte atrito
A posição do União gera forte atrito com o PL, que considera inviável a permanência de Canella na chapa após a sua prisão. Lideranças ligadas ao senador Flávio avaliam que o próprio União tem clareza de que o pré-candidato está politicamente inviabilizado para o pleito. Mas o PL acredita que o União está utilizando o nome de Canella como estratégia para pressionar a federação composta com o PP a desembarcar e abandonar a aliança no Rio.
Celina tem vantagem no DF

Levantamento do Paraná Pesquisas indica vantagem para a governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), na disputa pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nas próximas eleições. O instituto considerou dois cenários: com e sem a presença de José Roberto Arruda (PSD), que está inelegível, mas tenta viabilizar sua candidatura no Supremo Tribunal Federal.
Cenários eleitorais
No primeiro cenário, Celina lidera a corrida com 34,6% das intenções de voto, seguida por Arruda, com 28,1%. Na sequência, aparecem Leandro Grass (PT), com 11,9%; Ricardo Capelli (PSB), com 4,5%; Paula Belmonte (PSDB), com 3,6%; e Kiko Caputo (Novo), com 1,3%.
Vantagem
Já no cenário sem Arruda, Celina aparece com ainda mais vantagem na disputa pelo Buriti, registrando 45,9% das intenções de voto. Assim, Grass assume o 2° lugar nas intenções, subindo para 16,3%.
Fonteles lidera no Piauí com 64,2%,

Vitória de primeira
O percentual de Fonteles supera o patamar necessário para uma vitória no primeiro turno mesmo quando considerada a margem de erro de três pontos percentuais. Para vencer nessa etapa, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, que excluem brancos e nulos.
Manuela lidera ao Senado no RS

A corrida pelas duas vagas ao Senado no Rio Grande do Sul segue aberta e marcada pelo equilíbrio entre os principais concorrentes. Levantamento divulgado nesta quarta-feira (22) pelo Paraná Pesquisas mostra a ex-deputada Manuela d’Ávila (PSOL) na liderança numérica da disputa, mas dentro de um cenário de empate técnico com outros quatro candidatos, em razão da margem de erro do estudo.
Ex-comunista
Zucco lidera para o governo

O deputado federal Zucco (PL) e a ex-deputada Juliana Brizola (PDT) aparecem em empate técnico na corrida pelo governo do Rio Grande do Sul, segundo pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada nesta quarta-feira (22). Embora Zucco lidere numericamente a disputa, com 34,2% das intenções de voto, Juliana registra 30,1%, diferença que permanece dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
Na sequência da disputa aparecem o vice-governador Gabriel Souza (MDB), com 13%, e o ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata (PSDB), que soma 4,7%. A nutricionista Priscila Voigt (UP) e a professora Rejane Oliveira registram 0,9% cada.
Não será desta vez?

A única candidatura indígena anunciada ao Senado para as eleições deste ano vem de Rondônia. A liderança ambiental Neidinha Suruí foi lançada pelo PSB, mas, a julgar pelo quadro apresentado até agora pelas pesquisas, a chegada inédita de uma mulher indígena à Casa Alta ainda parece distante.
Bases eleitorais
Neidinha terá pela frente políticos com maior exposição pública, estruturas partidárias mais robustas e bases eleitorais consolidadas. A renovação de duas vagas por estado amplia as possibilidades, mas, até agora, não foi suficiente para colocá-la entre os nomes mais competitivos da disputa rondoniense.
Sônia Guajajara
Enquanto isso, as lideranças indígenas de maior projeção nacional seguem concentradas principalmente nas eleições para a Câmara dos Deputados. Entre elas estão Sônia Guajajara (PSOL-SP), Célia Xakriabá (PSOL-MG), Joênia Wapichana (PT-RR), Vanda Witoto (AM) e Alessandra Munduruku (PA), todas lançadas para a disputa de vagas na Câmara Federal.
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Encomendas
Demanda potencial
Empresas brasileiras ampliam lobby nos EUA

Empresas e entidades do setor privado brasileiro intensificaram de forma inédita sua atuação de lobby nos Estados Unidos diante da escalada tarifária promovida pelo governo de Donald Trump. Foram investidos US$ 8,5 milhões desde 2022 em escritórios e profissionais especializados em influenciar decisões do governo e do Congresso norte-americanos.
Novas tarifas
O movimento representa uma mudança significativa em relação à última década, período em que a presença empresarial brasileira em Washington havia se tornado mais discreta. A ameaça de novas tarifas, porém, levou companhias e associações a reforçar seus canais de diálogo com autoridades dos Estados Unidos.
Trabalho lobista
Entre as empresas e entidades que passaram a contratar lobistas ou retomaram esse tipo de atuação estão a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, a Amcham Brasil, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, a Unica, além de Embraer, Tupy, Taurus e Weg.
CNI contratou escritório
A Confederação Nacional da Indústria intensificou sua atuação e contratou o escritório Ballard Partners, considerado próximo do governo Trump. O contrato, no valor de US$ 700 mil, tem como objetivo acompanhar as discussões sobre tarifas e defender os interesses da indústria brasileira perante os departamentos de Comércio e de Estado dos Estados Unidos.
Presença ativa
A escolha de um escritório com acesso ao entorno político de Trump reflete a tentativa das entidades brasileiras de compreender e influenciar os processos decisórios da administração republicana. Segundo Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, o setor empresarial brasileiro percebeu que precisa manter presença ativa nos Estados Unidos para evitar surpresas.
“O setor descobriu que precisa ter presença lá nos EUA, para não tomar susto”, afirmou Barral ao Estadão.
Exportações EUA despencam

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram o menor patamar histórico no primeiro semestre deste ano, pressionadas pela onda de tarifas promovida pelo governo de Donald Trump. As vendas brasileiras para o mercado norte-americano recuaram para US$ 17,4 bilhões entre janeiro e junho, o que representa uma queda de 13% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento da Amcham Brasil.
Série histórica
Sobretaxa
Nesta quarta-feira (22), entra em vigor uma nova sobretaxa de 25% definida pela Casa Branca, decorrente de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). Embora haja uma lista de exceções que abrange cerca de 60% da pauta exportadora do Brasil para o país, os produtos manufaturados ficaram majoritariamente de fora das isenções.
Negociação urgente
Em nota oficial, o presidente da Câmara de Comércio Americana no Brasil (Amcham Brasil), Abrão Neto, alertou para a gravidade do cenário e a urgência de negociações:
“O primeiro semestre confirma que o comércio bilateral atravessa um período de forte pressão e reforça a necessidade de um acordo que evite a aplicação de novas tarifas no âmbito da investigação da Seção 301. Caso sejam implementadas, as sobretaxas poderão comprometer ainda mais as trocas entre Brasil e Estados Unidos”.
















