O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) voltou a provocar o senador Wellington Fagundes (PL) ao comentar a possibilidade de o adversário receber votos do eleitorado de esquerda em um eventual segundo turno contra Otaviano Pivetta (Republicanos).
Em conversa com a imprensa nesta terça-feira (29), Mauro classificou o cenário como uma “grande contradição” e associou a situação ao apelido de “melancia”, usado por adversários para questionar o posicionamento político de Wellington.
Para Mauro, a hipótese levantaria dúvidas sobre o alinhamento ideológico de Wellington. “Se ele é esquerda, ele não é direita. Se ele não é direita, ele não é esquerda, ele é melancia. É o que todo mundo está dizendo aí”, afirmou.
**Mauro também colocou em dúvida pesquisas eleitorais** e lembrou de levantamentos que, segundo ele, apresentaram resultados distantes do que ocorreu nas urnas em eleições anteriores.
“Eu não consigo entender essa lógica que alguns tentam construir aí, que um candidato da extrema-direita, quando vai para o segundo turno, recebe todos os votos da esquerda. Essa lógica é muito distante daquilo que eu aprendi na vida inteira.”
O ex-governador disse ainda que prefere analisar o comportamento do eleitor nas ruas em vez de se basear apenas nos números das pesquisas. Segundo ele, a população estaria satisfeita com a atual gestão estadual, da qual fez parte durante anos.
“Eu analiso a lógica do comportamento do cidadão. E hoje o cidadão mato-grossense, eu percebo isso todos os dias na rua, ele está muito contente com a atual direção desse governo, que eu representei durante oito, sete anos e três meses.”
Ao comentar a disputa pelo Governo de Mato Grosso, Mauro afirmou que considera Pivetta o “natural sucessor” da atual administração por ter participado da gestão. “O Pivetta é o natural sucessor desse governo, porque ele esteve junto. É óbvio. E isso está gradativamente sendo assimilado pela população”, declarou.
Por fim, Mauro evitou cravar o resultado no primeiro turno, mas demonstrou confiança no projeto político. “Então, eu acredito. Primeiro, vamos ganhar as eleições. Seja em primeiro ou em segundo lugar”, completou.


































