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Falta de diesel interrompe plantio de arroz no RS

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O Brasil inicia outubro com subsídio federal de R$ 2,12 por litro de diesel e oferta considerada suficiente para atender à demanda nacional, mas produtores do Rio Grande do Sul já enfrentam dificuldades de abastecimento. Em Pedras Altas, agricultores interromperam operações de plantio de arroz por falta de combustível. Também há relatos de atrasos e restrições nas entregas em outras regiões do Estado.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirma não ter identificado risco de desabastecimento no Rio Grande do Sul, enquanto a Petrobras informa que os volumes contratados estão sendo entregues normalmente. O problema atinge principalmente produtores que dependem de compras imediatas, sem contratos prévios. Até 24 de setembro, o plantio de arroz havia alcançado 155,6 mil hectares, 18% da área projetada para a safra 2026/27.

O diesel é usado em praticamente todas as etapas da produção agrícola, de tratores e semeadoras a pulverizadores, caminhões e máquinas de distribuição de fertilizantes. Para outubro, o governo estima consumo nacional de 3,95 bilhões de litros e oferta confirmada de 3,978 bilhões, além de estoques de 1,97 bilhão de litros, volume estimado em cerca de 15 dias de consumo. Mais de 25% do diesel utilizado no país é importado.

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A subvenção busca reduzir o impacto do custo internacional e manter as importações economicamente viáveis, mas não garante que o combustível chegue às propriedades. O produtor não recebe o benefício diretamente, e o desconto depende de ser repassado por distribuidores e revendedores. Com o plantio de soja avançando em diferentes regiões e uma janela agrícola limitada, os episódios registrados no Rio Grande do Sul colocam em evidência um desafio além da oferta nacional: garantir que o diesel esteja disponível no local e no momento em que as máquinas precisam entrar no campo.

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