Os gastos com juros das contas públicas somaram R$ 774,6 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, alta de 29,1% ante os R$ 599,9 bilhões registrados no mesmo período de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Banco Central. O valor deste ano equivale a 8,62% do Produto Interno Bruto (PIB).
Somente em agosto, a despesa com juros chegou a R$ 105,9 bilhões, contra R$ 74,3 bilhões no mesmo mês do ano passado, avanço de 42,5%. O maior valor mensal de 2026 foi registrado em março, quando os juros atingiram R$ 118,9 bilhões.
No acumulado até agosto, o Governo Central respondeu por R$ 714,4 bilhões da conta, enquanto estados e municípios somaram R$ 55,3 bilhões e as empresas estatais, R$ 4,8 bilhões. Em 12 meses até agosto, os juros chegaram a R$ 1,182 trilhão, equivalente a 8,86% do PIB, ante R$ 946,5 bilhões, ou 7,61% do PIB, no período anterior.
Os dados abrangem governo federal, estados, municípios e empresas estatais, com exceção da Petrobras. Segundo o Banco Central, a petrolífera não entra nas estatísticas fiscais porque segue regras de governança semelhantes às de companhias privadas de capital aberto e tem autonomia para captar recursos no mercado.


















