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Carne bovina brasileira enfrenta novas barreiras na China e UE

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A carne bovina brasileira entra em outubro pressionada por restrições nos dois principais mercados externos. A partir desta quinta-feira (1º), a China aplicará uma tarifa adicional de 55% sobre os embarques do Brasil, depois que as exportações atingiram a cota anual de 1,106 milhão de toneladas. Na União Europeia, a entrada do produto permanece suspensa desde o início de setembro por questões sanitárias.

A medida chinesa deve reduzir a competitividade da carne brasileira até janeiro, quando uma nova cota anual entra em vigor. Em 2025, a China comprou 1,648 milhão de toneladas do produto brasileiro, mais da metade das 3,091 milhões de toneladas exportadas pelo país, gerando cerca de R$ 46,2 bilhões. A cota para 2026, porém, ficou cerca de 33% abaixo do volume adquirido no ano passado.

A restrição ocorre enquanto a União Europeia mantém suspensas as importações de carne bovina brasileira, com impacto estimado pelo setor em 70 mil toneladas entre setembro e dezembro, ou cerca de R$ 3,7 bilhões. Os Estados Unidos aparecem como alternativa parcial: de janeiro a agosto, as vendas brasileiras ao mercado norte-americano somaram cerca de R$ 10,4 bilhões. Washington também ampliou temporariamente em 300 mil toneladas a cota de importação com tarifa reduzida, mas o espaço é disputado com outros fornecedores.

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O cenário aumenta a pressão por diversificação dos destinos da carne brasileira, hoje concentrada em poucos mercados. Uma redução nas exportações pode elevar a oferta no mercado interno, afetar a demanda por gado para abate e pressionar a cotação da arroba, embora os preços ao consumidor também dependam de fatores como câmbio, custos industriais e transporte. O Brasil segue como maior exportador mundial de carne bovina, mas enfrenta o desafio de ampliar mercados e atender às exigências sanitárias e comerciais de diferentes países.

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